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Vinho azul pode? Aparentemente, não

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Vinho azul pode? Aparentemente, não

Venda de bebida é barrada no Brasil por conter corante. Na Espanha, produtores de vinho brigam contra novidade

23 janeiro 2017 | 18:21 por Isabelle Moreira Lima

Se tem uma moda do verão europeu que está difícil de pegar por aqui é a do vinho azul. E por questões jurídicas. Trazido no último suspiro de 2016 ao Brasil pela importadora Caves Santa Cruz, o vinho espanhol Mar Profundo teve sua comercialização barrada no Brasil no dia 2 de janeiro por conter corante, de acordo com uma determinação do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento.

 

vinha azul

O vinho azul espanhol Mar Profundo. FOTO: Divulgação

A bebida, de aromas herbáceos e sabor diluído, com boa dose de corante azul, por mais esquisito que seja, é visto por alguns como a moda dos espumantes feitos para se tomar com gelo: uma porta de entrada para os mais jovens entrarem no mundo do vinho.

Na Espanha, onde o primeiro vinho azul apareceu em 2015, o produto também enfrenta dificuldades. Vista com antipatia pelo setor vitivinícola, a marca Gik foi proibida de ser vendida como “vinho”, o que levou a empresa a lançar uma campanha no site Change.org para que se crie uma nova categoria, a de vinho azul, e “um lugar justo na indústria” vitivinícola. O Gik Blue é feito com uvas brancas e tintas da região de Castilla La Mancha e Rioja infusionadas com plantas que soltam  pimentos azuis e adoçantes.

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