Paladar

A irmã mais nova da Local 1

17 agosto 2011 | 17:20 por Roberto Fonseca

Brooklyn Local 2 (Estados Unidos, 750 ml)

Produtor: Brooklyn Brewery, de Nova York (EUA)

Ficou com água na boca?

Preço: não disponível no Brasil

Estilo: Belgian Dark Strong Ale com mel e cascas de laranja

Teor alcoólico: 9%

Cor: Castanho-escura, translucidez média a baixa

Espuma: Bege clara, média a alta formação e duração

Aroma: Nota cítrica/floral (mel/lúpulo), condimentado, adocicado, malte caramelo, toffee, frutado

Sabor: Malte caramelo, leve picante, toffee, condimentado, leve licorosidade, álcool presente, que gera leve calor na boca. Picante, adocicado suave, final doce e de toffee. Corpo médio a alto, amargor baixo, carbonatação média a alta.

Nota 4,2 em 5Bela cerveja, complexa e condimentada. Mel poderia estar mais evidente, mas ainda assim é perceptível. 

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Lançada em 2009, a cerveja aí de cima é a “irmã mais nova” da Brooklyn Local 1 (que é de 2007), uma belgian strong ale disponível há alguns meses no Brasil. Ela segue a linha de influência belga, mas para o lado das dark strong ales. Na receita, leva mel cru – colhido em uma fazenda familiar próxima a Nova York, segundo a cervejaria -, cascas de laranja e candi sugar (açúcar cervejeiro usado mais frequentemente em receitas belgas). Ela ainda passa pelo processo de refermentação na garrafa.

Tom Bedell, jornalista de golfe que também é especializado em cervejas (é juiz certificado nos Estados Unidos) disse, em seu blog, que ouviu de Oliver que as influências da Local 2 eram a Achel Extra Brune e a Chimay Grand Reserve  – esta última, mais particularmente, em suas safras do final dos anos 80. Embora não tivesse idade para consumir cerveja no ano usado pelo cervejeiro da Brooklyn como referência, achei a Local 2 e a Chimay Grand Reserve bastante distintas, embora muito boas em seus próprios perfis.

Resta saber se a Beer Maniacs, depois de trazer para o Brasil a Local 1 e, mais recentemente, a Black Ops (ou não), buscará lá em Nova York mais uma da série das “big bottles” da Brooklyn. Vale a pena.

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