Paladar

And Anner Bier for all…

27 janeiro 2010 | 00:07 por Roberto Fonseca

Acabo de saber em primeira mão, pelos colegas cervejeiros gaúchos Guilherme e Glauco Caon, que a Anner Bier, produzida pela dupla, possui boas chances de ter acesso irrestrito ao backstage do show do Metallica em Porto Alegre, dia 28. No melhor estilo “quem pede tem preferência”, Glauco conta que leu em um jornal local, há algumas semanas, que o Metallica pediu à produção do evento que fosse oferecida, no camarim, alguma cerveja brasileira de boa qualidade. “Entrei em contato com a produção, disse que fazíamos cerveja e queríamos oferecê-la à banda”, diz.

Guilherme (esq.) e Glauco Caon e o fermentador, nos primórdios da produção. Foto: Glauco Caon

Sinal verde, foram separadas 20 garrafas da Anner Bier Libertadora, uma Imperial Red Ale já degustada por aqui. Outras 20 garrafas de cerveja devem ser fornecidas pela Ambev. Cada integrante da banda, segundo Glauco, deve ganhar também um kit com camiseta, copo, “mascote” (um boneco de algodão representando o fermento, como esse aí de baixo) e uma Anner Bier Maria Degolada, uma tripel que este blog também avaliou. Agora os irmãos Caon – e este que escreve – estão na expectativa de que os integrantes da banda provem a cerveja (embora tenha ouvido de um colega da área musical que eles andam “pegando leve” com as bebidas ultimamente) e deem seu parecer. Ainda mais porque se a degustação for no “aftershow”, já ocorrerá no dia 29, quando a Anner completa três anos de vida.

Ficou com água na boca?

Os fermentinhos de algodão...que gracinha, diria Hebe. Foto: Glauco Caon

Uma curiosidade que me voltou à memória com essa história envolve outra “façanha” dos irmãos Caon. O Glauco, que é biólogo marinho, estava em dezembro no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, primeiro lugar pisado por Charles Darwin em solo brasileiro. E fez uma receita de “cerveja” (ou melhor, hidromel, por aproximação) que levava açúcar, Karo (porque não havia malte), casca de laranja (para substituir o lúpulo) e fermento biológico de pão (no lugar da levedura cervejeira). O kit de primeiros socorros também foi usado na “emergência”, para fornecer o iodofor e mangueira de silicone (para impedir a entrada de ar e, por tabela, a contaminação da bebida na fermentação dentro de uma garrafa pet). “O pessoal de lá, na maioria pescadores, fez cara de espanto quando viu as primeiras borbulhas saírem. Fermentou por três dias antes de estar pronto. O aroma ficou parecido com o de uma blonde, e o gosto era de um frisante de laranja com álcool. Mas eles adoraram”. Abaixo, a foto da aventura:

A experiência no arquipélago de São Pedro e São Paulo. Foto: Glauco Caon