Paladar

Budweiser ‘made in Jacareí’ chega ao mercado

30 agosto 2011 | 12:33 por Roberto Fonseca

 

Ficou com água na boca?

Passava eu pelo supermercado no domingo quando me deparei com a Budweiser na gôndola. Como já é de conhecimento geral,  a marca de cerveja industrial mais conhecida dos Estados Unidos passou a ser distribuída no Brasil pela Ambev. E produzida também: uma olhada mais atenta na garrafa mostra que, no rótulo, não há indicação de onde ela é feita. A resposta está na lateral da tampinha, junto ao chanfrado: Jacareí, São Paulo. Já havia notado essa prática de usar o espaço da tampinha em duas outras situações: na cerveja argentina Patagônia, produzida pela Quilmes mas vendida junto a artesanais do país, e na Eisenbahn Pilsen e na Baden Cristal, que tiveram, segundo a Schincariol, sua produção feita fora de suas “terras natais”, Blumenau e Campos do Jordão, respectivamente (os lotes que vi eram de Itu, sede da empresa). Para quem compra no mercado, é fácil perceber a informação. Para quem está em um bar, onde o garçom abre a garrafa e geralmente guarda a tampinha, não.

Outra informação interessante da Bud brasileira está no rótulo do verso: há uma “freshness date”, ou data de consumo recomendada para que a cerveja mantenha seu frescor. No caso, ela é de 110 dias, ou quase quatro meses. A validade da cerveja, porém, é de quase seis meses (de 18/8/11 a 14/2/2012). A prática é usada por outras cervejarias americanas e criou muita polêmica com os casos da Flying Dog e da Anderson Valley aqui no Brasil, que traziam diferentes datas recomendadas e estabelecidas no processo de importação. De todo modo, é uma informação a mais para o consumidor preocupado com a qualidade da cerveja que consome.

Quando ao conteúdo, ainda não o provei e não quero aderir ao “não vi e não gostei”. Posto a resenha aqui durante a semana, com as impressões.

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