Paladar

Concurso Mestre-cervejeiro: os finalistas, parte 5

05 abril 2010 | 14:17 por Roberto Fonseca
Na imagem, os paranaenses Ricardo, Sandro e Carlos. Foto: arquivo pessoal

Os paranaenses Ricardo, Sandro e Carlos. Foto: Arquivo Pessoal

O administrador de empresas do Paraná Sandro Sebastião Singer, de 33 anos, iniciou sua produção cervejeira no começo de 2009, junto com dois amigos, o funcionário público Ricardo Ponetske Seara e o publicitário Carlos de Manuel. Para o concurso da Eisenbahn, ele conta, o trio usou a mesma cerveja base, com três variações na receita final. Sandro acabou sendo o felizardo, e batizou sua concorrente com o nome São Sebá. Leia mais:  

1) Quando você começou a se interessar por cerveja?
Não sei dizer exatamente, mas deve fazer pelo menos uns três anos que temos um grupo de amigos que se reúne para beber cervejas artesanais e especiais.

Ficou com água na boca?

2) E quando começou a fazer cerveja?
Foi no início de 2009, quando junto com os dois amigos co autores da Dubbel do concurso, o Ricardo Seara e o Carlos De Manuel, fizemos nossa primeira batelada. Na estreia, fizemos tudo num total improviso – nem termômetro tínhamos! Não precisa nem dizer que a cerveja ficou parecendo um desmanche. Com o tempo passamos a melhorar a técnica e o controle dos processos, fizemos alguns cursos, mais a troca de ideias com o pessoal da Escola Bodebrown (evento que ocorreu no Paraná) e começamos a produzir algumas coisas interessantes. Sem falar é claro de aprender com os próprios erros.

3) Como foi a produção da cerveja para o concurso?
Como sempre, fizemos todo o processo em grupo, pois para nós a camaradagem na hora de fazer cerveja é tão importante quanto na hora de bebê-la. Ainda mais para o concurso, pois resolvemos nos empenhar. Então, logo depois da divulgação que para o concurso teríamos que fazer uma Belgian Dubbel, nos reunimos e fizemos um mergulho no estilo. Provamos umas 6 ou 7 diferentes marcas, foi um verdadeiro “sacrifício”. E foi anotando as características de cada uma, o que mais nos agradava, o que achávamos que conseguiríamos reproduzir, que partimos para a receita. Como o concurso era para a Eisenbahn, resolvemos dar um “sotaque” alemão à cerveja usando maltes base oriundos daquele país. A brassagem em si foi feita ainda em dezembro, pois queríamos uma maturação longa, de pelo menos 6 semanas. Outro detalhe é que fizemos uma mesma cerveja base com três variações na receita. Coincidência ou não, a que achamos a melhor é esta que ficou entre as seis melhores do concurso.

4) Qual sua cerveja favorita?
Gosto muito das de trigo, como a Paulaner e Eisenbahn. Outra das minhas preferidas é justo a Leffe Brune, que também é uma Dubbel. Como anda muito difícil encontrá-la, vai ser uma boa ter uma nova opção no mercado. Espero que seja a nossa.

5) Como foi a escolha do nome da cerveja?
Foi meio no impulso, pois tínhamos que mandar a ficha de inscrição. Meu segundo nome é Sebastião, mas desde sempre meus amigos me chamam de Sebá. Como muitas cervejas belgas fazem referência a santos e mosteiros, veio a ideia do “São Sebá”. Acho que também gostamos da sonoridade.

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