Paladar

Melhores de 2011, parte 18: Leonardo Botto

13 janeiro 2012 | 13:22 por Roberto Fonseca

Leonardo Botto (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Leonardo Botto, cervejeiro caseiro e autor dos blogs Cervejinha e Blog do Botto, do Rio de Janeiro (RJ):

Melhor lager nacional
Bierland Viena. Cervejinha que, pela utilização de lúpulos americanos, que conferem citricidade e muito aroma lupulado à bebida, foge ao estilo clássico que representa, seguindo os passos das também ótimas Brooklyn Lager e Eisenbahn 5. Todavia, é uma excelente cerveja. Mas o melhor dela, acho, foi o simbolismo pelo “renascimento” da Bierland, até então uma cervejaria que não me despertava tanta atenção, com o casamento de ideias do amigo Paulo Bettiol e o mestre cervejeiro Ilceu Dimer, fugindo do lugar-comum e
emprestando personalidade às cervejas.

Melhor ale nacional
Seasons Green Cow. Ótima ceva esta do (Leonardo) Sewald, autêntico representante da “escola” norte-americana
em terras brasileiras. Uma American IPA respeitabilíssima.

Melhor lager importada para o Brasil
Cada dia mais me apaixono pela Harviestoun Schiehallion.

Melhor Ale importada para o Brasil
St. Bernardus 12

Melhor cerveja caseira
Petroleum, da Dum (PR)

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Chimay Grand reserve 1999

Novidade do ano
O crescimento e mudança de perfil da Brasil Brau, antes uma feira de negócios para o setor macrocervejeiro, e agora cada vez mais focada nas micros e cervejeiros caseiros, prenunciando esta promissora união.

Melhor fato cervejeiro
Pra mim, disparado, foi a chegada de novos rótulos aos mercados, aumentando a diversidade disponível, em que pese isto gere uma dificuldade sem fim em se conseguir “tempo” de todo jeito pra se manter atualizado.

Pior fato cervejeiro
São alguns atrelados, na verdade. O universo cervejeiro cresce numa velocidade descomunal, e junto disso proliferam informações desencontradas, inoportunas, incorretas, exageradas ou mercadológicas demais, por vezes, e todas, sempre, prejudiciais à tradição e origem das culturas cervejeiras, ajudando a formar uma cultura brasileira com erros de conceito. Todos temos nossos próprios gostos e verdades, e se posicionar de acordo com estes não é errado, desde que com respeito. Por isso, creio que os movimentos “CERVEJA DE VERDADE” e “BEEREVANGELIZAÇÃO” sejam os mais perniciosos e “cervochatos”. Cada qual que se oriente de acordo com suas posses econômicas e ideológicas, admitir que a sua cerveja seja “a de verdade”, enquanto a de outros seria “falsa”, é ser CERVOCHATO, assim como se julgar libertador e importante demais para salvar alguém pela “beerevangelização”, mesmo que com a melhor das intenções. Vender pessoalidade não dá, é chato no comércio, nos amores, na política, no futebol, na religião e na cerveja, principalmente (hehehe)!!!

Tags: