Paladar

Melhores de 2011, parte 4: Rodrigo Campos

04 janeiro 2012 | 22:15 por Roberto Fonseca

Rodrigo Campos (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Rodrigo Campos, do blog Paraquevocerveja, de Fortaleza (CE):

Melhor lager nacional
Bierland Vienna. Cerveja maravilhosa e que, por não precisar atravessar o oceano para chegar aqui, está em melhores condições que suas concorrentes.

Melhor ale nacional
Seasons Green Cow IPA. Cerveja muito ousada na proposta de sabor e imagem. Tem complexidade de lúpulo e bom amargor, mas também muito equilíbrio.

Melhor lager importada para o Brasil
Paulaner Salvator. Muito boa, complexa e, por ter alto teor alcoólico, não sofre com a viagem, o que é bem comum com outras também igualmente boas, mas que chegam aqui judiadas.

Melhor ale importada para o Brasil
Rodenbach Grand Cru, uma Flanders Red Ale de impressionante complexidade que é baratinha lá fora mas aqui ainda tem preço um pouco alto.

Melhor cerveja caseira
Dum Petroleum, de Curitiba. Não deve nada para as melhores Imperial Stouts que já provei.

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Struisse Kabert, mistura de 1/3 de Kate the Great (on tap) com 2/3 de Black Albert (garrafa), duas Imperial Stouts. Encontrei na loja da Stuisse Brouwers em Bruges.

Novidade do ano
Algumas cervejas que já eram encontradas no mercado brasileiro começaram a chegar por meio de novas importadoras com preços bem menores. Passo inicial para influenciar mais pessoas a beber cervejas diferentes e alívio para o bolso daqueles que já apreciam.

Melhor fato cervejeiro
Não faltou cervejaria brasileira ganhando prêmio mundo afora em 2011. Além das já tradicionais medalhistas Eisenbahn, Bamberg e Baden Baden, esse ano tivemos também o reconhecimento do trabalho da Bodebrown, com sua maravilhosa Wee Heavy no Mondial de la Biére, e Bierland, com seis prêmios diferentes para suas Bock, Pale Ale, Imperial Stout e Vienna.

Pior fato cervejeiro
Ainda se fala muito em cultura cervejeira mas ainda vejo pouco sendo feito para firmar o mercado de cerveja no Brasil. Somos muito poucos com disposição e paixão suficiente para gastar tanto com cervejas. Só no Brasil, e talvez na Itália também, cerveja “especial” tem preço também especial. Ainda sonho que um dia isso possa ser diferente.

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