Paladar

Melhores de 2011, parte 43: André Junqueira

25 janeiro 2012 | 22:05 por Roberto Fonseca

André Junqueira (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de André Junqueira, cervejeiro caseiro da Junka Beer e presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Paraná (Acerva Paranaense):

Melhor lager nacional
São poucos os exemplos de lagers realmente interessantes aqui no Brasil… e vejo isso como quase um preconceito, que existe desde os homebrewers até as micro-cervejarias de destaque nacional. Dito isso, sem dúvida a melhor exceção a essa regra é a Way Amburana, uma saborosa lager de mais de 8% de álcool e envelhecida em chips de Amburana. Infelizmente pouquíssimos tiveram a chance de conhecê-la, visto que ela está sendo lentamente maturada pela bu(r)rocracia tupiniquim, que ainda não liberou sua licença devido, justamente, ao uso dos chips.

Melhor ale nacional
Bah, é a trilegal da Seasons Green Cow (chegou a rimar, hein). Gosto muito de cervejas abusivamente aromáticas, e a vaca verde se supera a cada gole.

Melhor lager importada para o Brasil
Brooklyn Lager. Engraçado que a provei umas quatro vezes na pressão nos EUA e não gostei de nenhuma… Já a versão engarrafada que vem pro Brasil eu adoro.

Melhor ale importada para o Brasil
Brooklyn Sorachi Ace. Essa era tão boa lá quanto aqui…

Melhor cerveja caseira
DUM Jan Kubiš. Essa foi uma versão lager da John Wayne da DUM, fermentada com levedura da Pilsner Urquell.

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Dogfish Head – Chateau Jiahu. Não é lançamento de 2011, mas foi a melhor que provei neste ano. A receita, baseada em vestígios arqueológicos de 9 mil anos, é fermentada com levedura para saquê e leva, além de malte e lúpulo, mel de laranjeiras, flocos de arroz, suco de uvas moscatel e hawthorn berries. Uma combinação que fica entre a cerveja e o vinho, muito complexa, profunda e deliciosa.

Novidade do ano
A diversidade de novos rótulos sendo importados para o Brasil. Em especial cito a vinda das Brewdogs, verdadeiros revolucionários e fonte de inspiração para muitos!

Melhor fato cervejeiro
O notável crescimento do movimento cervejeiro, com aparecimento de mais eventos, microcervejarias, cursos, bares, lojas etc.

Pior fato cervejeiro
A comprovação da nossa total falta de força política no episódio da (não) inclusão das micros no simples nacional.

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