Paladar

Melhores de 2011, parte 7: Marcelo Cury e Diego Cartier

06 janeiro 2012 | 14:14 por Roberto Fonseca

Marcelo Cury (e) e Diego Cartier (d) (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Marcelo Cury e Diego Cartier, que escrevem sobre cerveja para a revista Playboy:

Melhor lager nacional
Bamberg Camila, Camila. Primeiro por ser uma ótima Bohemian Pilsener, leve, mas com personalidade e agradável amargor. Segundo por ser uma homenagem a uma das bandas mais importantes da história do rock brasileiro, que também tem um baterista que faz muito para a cultura cervejeira:  Sady Homrich. Adoramos essa união de gastronomia (cerveja) e arte (música), que é muito explorada lá fora. Aqui ainda são poucos que fazem essa conexão.

Ficou com água na boca?

Melhor ale nacional
Way Beer 8S. Cerveja colaborativa entre Way, Brewdog, Wäls, Bodebrown e Coruja. Uma versão mais robusta da American Pale Ale da Way, que já é uma bela cerveja. A parceria a deixou ainda melhor. Amargor bem inserido, seca e equilibrada. Deveriam repetir mais vezes, tanto a receita como essas parcerias.

Melhor lager importada para o Brasil
Samuel Adams Boston Lager. Cerveja deliciosa e refrescante que chegou ao Brasil com um excelente preço, permitindo que todos possam comprar e ter um grande estoque em casa. Leve, refrescante e com amargor assertivo.

Melhor ale importada para o Brasil
Brooklyn Sorachi Ace.  Já estava mais do que na hora de o Brasil receber saisons e, nesse ano, finalmente tivemos alguns exemplares.  É um estilo único, pois seu segredo está nas especiarias usadas. Sem falar que são as legítimas cervejas de terroir e as mais versáteis com comida. Que bom que o Garrett Oliver resolveu produzir esse rótulo regularmente. Usando apenas um lúpulo (Sorachi Ace, desenvolvido no Japão) e as essenciais especiarias para o estilo, é uma cerveja rica em aromas cítricos (limão, laranja), além de erva cidreira, pimenta e um leve terroso. Excelente surpresa e certamente uma das melhores saisons produzidas fora da Bélgica. Apesar da complexidade, é leve e refrescante.

Melhor cerveja caseira
Maltemoiselles Love Weiss. Para quem não conhece as Maltemoiselles, são um grupo de mulheres apreciadoras de boas cervejas e que também produzem as suas próprias. Tivemos a oportunidade de degustar a Love Weiss com a Ingrid Calderoni. Bela cerveja! Parabéns meninas!

Melhor cerveja de 2011 (aqui ou lá fora)
Fantôme Magic Ghost. Dany Prignon é um cervejeiro criativo, excêntrico e brilhante. Suas receitas são segredo absoluto, só os fantasmas sabem. Ele é certamente o mestre das saisons e as suas cervejas são simplesmente únicas, surpreendentes e maravilhosas. Essa pérola rara é mais uma delas, feita com chá verde japonês, foi o grande destaque do ano para nós! Naturalmente verde, é uma legítima saison; complexa e ao mesmo tempo refrescante e fácil de beber.

Novidade do ano
O merecido prêmio de melhor boteco da Revista Veja SP para o Sagarana. Competindo com diversos botecos tradicionais de Sampa, foi sensacional um bar de cervejas especiais conquistar esse título.

Melhor fato cervejeiro
Os diversos prêmios conquistados pelas cervejarias brasileiras pelo mundo, como  Bamberg, Baden Baden, Bodebrown, Bierland e Eisenbahn. É o Brasil angariando seu espaço internacionalmente.

Pior fato cervejeiro
As cervejas artesanais nunca estiveram em alta como agora e estamos passando pela mesma revolução que o vinho passou anos atrás. Com isso, o assunto virou “moda” e tivemos um “boom” de “profissionais” de cerveja, o que poderia ser ótimo, mas infelizmente tem muita gente e pouco conteúdo, o que não faz nada bem para o nosso mercado. São informações sendo espalhadas de forma errada e truncada, que só confundem ao invés de educar e mostrar a riqueza que esse universo tem. Estamos na fase de crescimento do mercado, ainda devemos amadurecer e passar por uma peneira, onde quem é sério e responsável permanece.

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