Paladar

Melhores de 2012, parte 101: Mauricio Chaulet

10 fevereiro 2013 | 09:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Mauricio Chaulet, sócio do Lagom Brewery & Pub e juiz do Beer Judge Certification Program (BJCP):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Ficou com água na boca?

Green Cow IPA. Cada vez melhor e, estando a 30m da fábrica, a consigo muito fresca.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Wäls Bohemian Pilsner. Tive a oportunidade de julgar esta categoria na South Beer Cup em 2012. Quando anunciaram o vencedor, fui correndo comprar uma garrafa. O lúpulo Saaz aparece logo que é tirada a tampa da garrafa.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

St. Bernardus ABT 12. Além de ter todo histórico junto à mítica Westveleteren, quando degustamos ambas juntas, a St. Bernardus me agradou mais.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Vou com a clássica Pilsner Urquell. Não só pela cerveja em si, mas pela facilidade com que a encontramos hoje em dia no mercado.

5) MELHOR CHOPE

Obviamente sou suspeito pra falar, mas voto no american pale ale do Lagom. Simples, mas ótimo para tomar no calor que faz em Porto Alegre.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Lagom Moinhos. A primeira filial do Lagom com cervejas próprias, regionais, nacionais e importadas divididas em, no momento, 30 torneiras. Mas não só pelas cervejas. É o bar onde eu posso escutar AC/DC, Metallica, Flogging Molly, Clapton, BB King etc.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Black Mamba do Guenther Sehn. Uma imperial black IPA com 11,2% que, em algumas garrafas, teve a adição de lascas de carvalho. Eu tive a sorte de ganhar 2 garrafas. Mas gostaria de citar as cervejas da Drei Adler, os caras acertam em fazer receitas ácidas num momento em que todo mundo tá mais vidrado no lúpulo.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Firestone Parabola. De longe a melhor do ano, quem provou sabe o porquê. Fazer cerveja maturada em barris de madeira não é tão simples. Achar um bom equilíbrio sem a madeira interferir nos outros sabores, sem contaminações ou ainda adstringência excessiva é complicado. Já tomei várias cervejas em que a madeira dominava o paladar ao invés de ser apenas mais um atributo da cerveja.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Gosto muito da técnica das informações serigrafadas direto na garrafa, como os da Way.

10) NOVIDADE DO ANO

A grande variedade de cervejas importadas de qualidade em pontos de venda de fácil acesso. Hoje você pode ir a uma boa rede de supermercados e encontrar 5 diferentes marcas de trapistas, por exemplo. Coisa inimaginável há pouco tempo.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

De modo geral, a abertura cada vez maior de bares especializados, quiosques e lojas de cerveja. Quanto mais aparecerem, maior o consumo e interesse do público. Costumo dizer que é difícil usar o termo concorrente nesse meio, já que um cliente nosso também frequenta outros bares, assim como clientes de outros bares vêm ao nosso. Acontece muito de um bar sugerir o outro. Em nossos bares vendemos receitas de outras cervejarias, é uma forma de ajudar a divulgar marcas de cerveja artesanal, principalmente de amigos que começaram na mesma época que a gente.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

O fim das caseiras em alguns eventos no Brasil. Isso ainda não aconteceu no RS, onde a Acerva organiza 2 vezes ao ano um evento já consolidado, com público de cerca de 1.000 pessoas, mas se essa moda pegar, perderemos a chance de provar excelentes cervejas.

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