Paladar

Melhores de 2012, parte 104: Rafael Rodrigues

11 fevereiro 2013 | 09:00 por Roberto Fonseca

Foto: Arquivo pessoal

Rafael Rodrigues, sócio da Cervejaria Coruja (RS), em São Paulo (SP):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Ficou com água na boca?

DUM/Wäls Petroleum. Projeto da DUM, lapidado com a Wäls. Cabe também citar a Hi-5 Black IPA, da 2Cabeças, que também saiu da panela para a primeira linha.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Entre as poucas novidades em lagers, fico com a Eisenbahn 10 anos (acho que ela deve melhorar ainda mais com o tempo na garrafa).

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Tomei poucas importadas este ano, fiz algumas degustações informais no EAP (Empório Alto dos Pinheiros) com o pessoal da Tarantino. Achei bem interessante a linha da Founders, da qual fico com a Centennial IPA.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Mikkeller Draft Bear. Potente e equilibrada, ajuda a reforçar que uma lager não necessariamente é leve e fraca. E o projeto, de maneira geral, é fantástico.

5) MELHOR CHOPE

Lagom Brewpub de Porto Alegre. Pela variedade de estilos e melhoria da qualidade (possivelmente com a fábrica nova). As cervejas me pareceram mais equilibradas. Além disso, são servidas pelos próprios cervejeiros. A Cervejaria Nacional também está de parabéns. A linha sazonal está ótima. Como estou morando próximo dela, fica difícil não dar uma passada para ver a sazonal da vez.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Creio que o bar cervejeiro deva representar o espírito do lugar/cidade onde se está. Nisso, o Frangó e o EAP (Empório Alto dos Pinheiros) representam muito bem a multiplicidade paulistana; o Boteco Colarinho, a informalidade carioca; a Cervejaria da Vila e o Hop n’ Roll, a cena cervejeira curitibana. Tentamos representar esse pensamento na Toca da Coruja em Porto Alegre. Pensando nacionalmente (dos locais que estive este ano), o Biermarkt von Fass de Porto Alegre, creio, está entre os mais completos. Bom cardápio, carta completa mas não muito extensa, várias torneiras (pelo que sei, todas rodando bem…).Tem algumas das boas cervejas importadas em barril, artesanais nacionais e locais; e, eventualmente, quando o bar fecha, abre-se uma caseira entre amigos e clientes.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Tem muita coisa boa saindo. Tive a oportunidade de ir a vários encontros: na festa da ACERVA-RJ a witbier do Mauro Nogueira, com “dry hopping” de coentro e limão na chopeira (em um filtro transparente onde aparecia a cerveja circulando na hora de servir). No evento da ACERVA-RS, as IPAs da BSG já são um clássico, assim como as lagers do Ido Schneider. No Concurso Nacional de Piracicaba, cheguei no último dia e não consegui degustar muitas, mas pela relevância do evento, fico com a american IPA do Rafael Tonera de Floripa, segundo lugar na competição.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Fantome Magic Ghost, saison com chá verde que o Micael (Eckert, sócio da Coruja) trouxe da Bélgica, dica do Diego Cartier. Surpreendente.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

A linha da Cervejaria Urbana é muito legal, irônica, com nomes muito criativos. Mas, isoladamente, a Saison do Have a Nice Beer é um show à parte.

10) NOVIDADE DO ANO

O competente trabalho da AGM (Associação Gaúcha de Microcervejarias), que obteve, junto ao governo do Estado do RS a redução no ICMS. Também conseguiu abrir espaço para as cervejarias em eventos do governo, inclusive, em alguns, quebrando contratos de exclusividade com grandes grupos. Exemplo a ser seguido.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Eventos cervejeiros. Estão aumentando em quantidade e as cervejas, em qualidade. São neles que há troca de informações, novidades, degustações e amizades. Esse clima colaborativo é o que deveria ser destacado.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Tributação. Ainda o fato de não haver distinção legal entre o cervejeiro caseiro, o micro, pequeno e grande. É o primeiro passo criar distinções no setor e, consequentemente, ajustar suas tributações, que estão barrando o crescimento como um todo.

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