Paladar

Melhores de 2012, parte 9: Victor Marinho

10 janeiro 2013 | 14:14 por Roberto Fonseca

Foto: Marcela Sevilla / Arquivo pessoal

Victor Pereira Marinho, presidente da AcervA Paulista, de São Paulo (SP):

1) MELHOR ALE NACIONAL

Ficou com água na boca?

Bodebrown Hopweiss (cervejaria de Curitiba), série Amarillo Hops.

2) MELHOR LAGER NACIONAL

Lund Dunkel, feita em parceria com o cervejeiro Evandro Zanini e a Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto. Uma lager que representa muito bem o estilo, que é muito difícil de se fazer.

3) MELHOR ALE IMPORTADA

Cerveja colaborativa Boogoop, feita por Mikkeller e Three Floyds. Uma american barley wine com 10,5% de álcool, absolutamente espetacular!
Outra excelente novidade foi a importação da Duchesse de Bourgnone, uma flanders red ale. Estilo um tanto quanto raro no Brasil, que pode influenciar muitas cervejarias a começarem a trabalhar com barricas de carvalho e outros tipos de cepas de leveduras.

4) MELHOR LAGER IMPORTADA

Ayinger Celebrator. Uma doppelbock de altíssimo nível! Um clássico do estilo de uma cervejaria alemã com muita tradição.

5) MELHOR CHOPE

A black IPA HI5, da Cervejaria 2 Cabeças, feita pelos cervejeiros Bernardo Couto e Salo Maldonado, do Rio de Janeiro.

6) MELHOR BAR CERVEJEIRO

Empório Alto dos Pinheiros. Mantendo a tradição, o empório continua fantástico. Em 2012, aumentou para 30 as torneiras de chope da casa, além dos quase 600 rótulos que comercializa. Uma referência para todos os bares do Brasil.

7) MELHOR CERVEJA CASEIRA

Impossível cravar a melhor cerveja caseira do ano. Vou citar duas espetaculares:

Do Frederico Ming e do Marcelo Holl Cury, a oatmeal stout ganhadora do III Concurso da Acerva Paulista. Esta cerveja passou por um processo de malteação e torragem da cevada em casa, em um equipamento adaptado com uma máquina de lavar roupas, criado pelos próprios cervejeiros.

Nunes & Levy Casanova, doppelbock ganhadora do VII Concurso Nacional da Cerveja Caseira, realizado em Piracicaba, como melhor do estilo bock e Best of the Show.

8) MELHOR CERVEJA DO ANO, AQUI OU LÁ FORA

Mélange a Trois da cervejaria Nebraska Brewing. Belgian strong golden ale maturada por 6 meses em barris de carvalho francês que continham vinho Chardonnay antes. Tomei durante o curso de especialização em estilos do Instituto da Cerveja Brasil, realizado aqui em São Paulo.

9) RÓTULO MAIS BONITO DO ANO

Mikkeler 19. India pale ale que juntou 19 tipos de lúpulos em uma mesma cerveja. O rótulo junta as cores de todas as Mikkelers Single Hop em uma jogada de marketing muito interessante.

Outro excelente rótulo, indo para a linha tradicional, é o da Duchesse de Bourgogne, da cervejaria Verhaeghe, na Bélgica.

10) NOVIDADE DO ANO

Abertura da cervejaria Inconfidentes, a primeira essencialmente colaborativa. Fundada por 3 grupos de cervejeiros caseiros: Grimor, Jambreiro e Vinil. Isso mostra a todos os homebrewers que é possível se profissionalizar e sair da ilegalidade.

Destaco ainda, em Minas, uma lei da cidade de Nova Lima que libera a criação de cervejarias fora do zoneamento industrial. Lei esta que só foi possível a partir da organização e mobilização dos próprios cervejeiros caseiros.

11) MELHOR FATO CERVEJEIRO

Com certeza o melhor fato cervejeiro foi a chegada das cepas (de leveduras para cerveja) da WLP e da Wyeast ao mercado brasileiro. Um passo enorme para melhorar a qualidade das cervejas, mesmo em escala industrial.

12) PIOR FATO CERVEJEIRO

Frequentes disputas e ou brigas públicas entre diversos setores do mercado cervejeiro, mostrando que este é um mercado onde o ego fala mais alto. Isso só atrapalha o desenvolvimento real do setor. Falta a verdadeira união em prol do desenvolvimento de uma cultura cervejeira.

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