Paladar

Paulaner Oktoberfest: está bom assim ou quer mais um pouquinho?

23 abril 2009 | 23:09 por Roberto Fonseca

Ficha Paulaner Oktoberfest Bier

Para não me antecipar em alguns meses e já falar da Oktoberfest, vou me limitar a responder a pergunta do título. Sim, para mim um litro de cerveja é mais que suficiente para uma sessão de degustação. Mesmo sendo a Paulaner acima uma cerveja mais suave e refrescante, confesso que ao final da caneca já sentia um presságio de que ficaria empapuçado se mandasse mais alguns mililitros goela abaixo. Nada comparado à “mentinha” oferecida pelo garçom que faz o gordão explodir em uma das cenas de “O Sentido da Vida”, filme do Monty Phyton (atenção: recomendo não assistir se você tiver estômago fraco… mas pode ser engraçado). E olha que lá o cara ainda pede algumas “caixas” de cerveja junto a uma lauta refeição antes de ir pelos ares.

É claro que esse “teto alcoólico” pode variar dependendo da cerveja. Já provei, por experiência própria, que não é recomendável tomar um litro de uma cerveja com 11% de álcool e lupulagem estratosférica, sob pena de não conseguir levantar da cadeira por algumas horas depois. A sério, como já disse antes, sempre fui contra o consumo exagerado de cerveja e esse tipo de cultura do abuso em torno dela aqui no Brasil.

Ficou com água na boca?

Espetacular, porém, é a caneca que acompanha a cerveja e a lata de um litro, no kit que comprei em promoção no empório do Shopping Frei Caneca (estava cerca de R$ 60; antes, custava uns R$ 90). Ganhou lugar de destaque na minha cristaleira de copos. O ponto negativo, porém, é que, por estar próxima da data de vencimento (o começo de abril), a cerveja já estava um pouco “passada” quando a tomei. Não passou no teste da oxidação: coloca-se a ponta do dedo na cerveja e passa-se o líquido nas costas da mão. Se o aroma que ficar na pele for metálico ou de sangue, há forte indício de que a cerveja esteja oxidada. Mas tudo bem, a canecona da Paulaner ainda me acompanhará em muitas (e boas) cervejas, sempre dando a medida-limite das degustações; temperança é a chave. Claro que, dependendo do caso, sempre posso concluir que a caneca está com um “vazamento”, e descontar alguns mililitros a mais em um refil (hehehe).