Paladar

Therezópolis Ebenholz: a ‘básica’ que não compromete

06 fevereiro 2010 | 20:49 por Roberto Fonseca

Ficha Therezópolis Ebenholz

Já havia comentado sobre o lançamento desta cerveja há algum tempo aqui no blog, mas, pela sobrecarga de trabalho (e degustações rs), acabei levando meses até encontrá-la no meu copo. Confesso que sempre que me deparo com uma cerveja “escura” de grande produtor, tendo automaticamente a achar que se trata de um “festival” de caramelo de milho e cereais não-malteados que, por anos a fio, ligou a coloração da bebida a adjetivos como “docinha”.

A Ebenholz (ou ébano, em alemão), porém, foge desses estereótipos. Primeiro, porque, segundo o fabricante, é puro malte. Em segundo lugar, porque realmente tem notas torradas e de café, como, ao menos no papel, deve ter uma cerveja que usa maltes escuros (o chocolate é outra possibilidade). Claro que ela não chega aos aromas e sabores de torrado/café de uma Falke Ouro Preto ou de uma Bamberg Munich. Mas, em se tratando de uma produção industrial, é um avanço e tanto, ainda mais comparada à Therezópolis normal (tradução: a Ebenholz está para a dunkel em um conceito melhor do que a Therezópolis para o estilo pilsen). Com um preço camarada ou menor que o de artesanais de mesmo volume (a garrafa de 600 ml gira em torno de R$ 10 em bares), porém, tem potencial para ser uma interessante “cerveja de trabalho” quando não há outras opções. Um papel que, hoje, também é desempenhado (no cardápio deste que escreve) pela Heineken ou, em segundo lugar, pela Paulistânia. Mas não crie altas expectativas, leitor. Como dizem, “quanto maior a altura…”

Ficou com água na boca?