Paladar

Esse é animal

23 outubro 2012 | 13:43 por Patrícia Ferraz

Plantio, colheita, torra, moagem, extração. O café percorre um longo caminho até chegar à xícara. De uns tempos para cá, tem se tornado comum incluir nesse processo mais uma etapa – esta, um tanto indigesta. O Huffington Post mostrou que na Tailândia um elefante é responsável por engolir, digerir e expelir grãos de café.
 
A novidade, encontrada em resorts de luxo do país, recebeu o nome de “marfim negro” e seu quilo custa USS$ 1.100. De acordo com os produtores, pesquisas indicariam que as enzimas presentes no estômago do animal quebram as proteínas do café, reduzindo o amargor. Se é verdade, só pagando (e muito) para ver.
 

 

Ficou com água na boca?

Elefantes são atração no Resort Anantara, na Tailândia. FOTO: Reprodução

 
Mas há mais concorrentes de estômago forte por aí. A moda começou na Indonésia, quando alguns produtores concluíram que os grãos resultavam em uma bebida mais adocicada depois de passarem pelo sistema digestivo da civeta, um tipo de gatinho local, e a batizaram de Kopi Luwak. Hoje, 1 quilo do produto custa aproximadamente R$ 1 mil.
 
Temos também um representante nacional dessa moda. Desde 2006 é feito em Domingos Martins (ES), distante 70 quilômetros de Vitória, o Jacu Bird, em que a ave de mesmo nome se encarrega de dar um trato no frutinho.

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