Paladar

Por uma necessária indulgência corporativa

Um café para dividir

Histórias e experiências sobre o café

Por uma necessária indulgência corporativa

Bons cafés podem tornar a vida nas empresas mais feliz.

13 dezembro 2017 | 12:57 por Ensei Neto

O ambiente de trabalho vem mudando rapidamente nos últimos anos, muito mais do que simplesmente abolir ou implementar divisórias como representação dos novos rumos. Uma das tendências são as chamadas “áreas de descompressão”, muito comuns em empresas de tecnologia e informação, onde, para dar uma relaxada, as pessoas podem jogar tênis de mesa, vídeo games e até uma partida de pinball ou simplesmente se jogar em grandes almofadas e dormir.
Outro movimento muito interessante é o dos espaços de coworking conjugados com cafeterias. Alia-se o útil ao extremamente agradável, contando-se com excelentes cafés e serviços.

Apesar de todo esse conforto e tecnologia, na maior parte das vezes o mesmo pessoal de RH – Recursos Humanos escolhe um café que “mais barato, mas bom, porque, no final das contas, café é tudo igual…”
Isso se repete nas grandes indústrias, nos pontos de descanso com cafés em garrafas térmicas ou máquinas automáticas que servem desde o expresso ao chocolate quente a partir de formulações em pó. Esse mesmo serviço é visto com freqüência em escritórios e em agências bancárias.

O café teve sua imagem de bebida do bem resgatada a pouco tempo, depois de anos se ouvindo que era a principal causa de gastrite, por exemplo. O problema todo era o fato de que os médicos haviam lido pesquisas feitas somente com o consumo de cafés de péssima qualidade, onde o gosto de dipirona e da fedida creolina imperavam. Para isso, não tem acordo: o estômago vai ser atacado impiedosamente mesmo!

Ficou com água na boca?

Foto: Ensei Neto/Arquivo pessoal

Já está comprovado que o consumo do café, principalmente se sua bebida for de boa qualidade, só traz benefícios: melhora o humor (experimente: um bom café sempre vai lhe fazer sorrir!) e a memória de curto prazo, o que torna o aprendizado mais fluido. E se for saboroso, tanto melhor!

Imagine que se sempre que a pausa para o cafezinho ou seu momento de descompressão você tiver de lidar com um café que já lhe dá um sentimento de desgosto, o resultado na sua produtividade será pior, ainda mais se vier uma gastrite.

Conheço várias iniciativas de pessoas super coffee lovers que resolveram levar o seu próprio café e utensílios para preparar em seu trabalho, uma vez que o do escritório era “imbebível”. Este deveria ser um sinal de alerta!

É muito importante que os profissionais de RH, que devem se preocupar com o bem estar dos funcionários de sua empresa, muitas vezes escolhendo alternativas tão incríveis como jogos de pinball e até bilhar, selecionando atividades porque entendem que são importantes para o melhor desempenho dos funcionários, olhem com outros olhos para o café. Afinal, cada café tem suas diferenças e se afetar até a saúde das pessoas por uma escolha infeliz, o prejuízo será tanto maior.

Existem hoje no mercado marcas que oferecem produtos excelentes, algumas direto das fazendas, outras com uma boa diversidade depois de criteriosa seleção, permitindo uma ampla escolha por regiões, variedades, produtores e até de perfil sensorial.

Beber bons cafés é como beber pequenas doses de felicidade, que Irão estimular a criatividade e tornar as pessoas mais alegres.
Portanto, senhoras e senhores do RH, sejam indulgentes quando a questão for a escolha do café!

 

 

 

 

 

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