Paladar

Jô Auricchio

Fraqueza por café

26 fevereiro 2010 | 12:06 por Estadão

Olha, eu bebo.

Eu bebo com vontade, em alguns momentos bebo demais, até passar mal.

A primeira coisa que faço pela manhã é beber. E vou logo de dose dupla.

Ficou com água na boca?

Esse é meu nectar sagrado:

nespresso

Eu desenvolvi uma verdadeira obssessão por Nespresso. Adoro aquele autômato maldito que suga meu dinheiro.

Cada cafezinho custa uma relativa facada. R$ 3 por dose, para um jornalista tecnófilo, é grana. Especialmente se levarmos em conta que, me controlando, tomo uns 3, 4 por dia.

Mas como eu gosto do conceito de colocar um dedal gigante de um lado da máquina para conseguir café delicioso com um toque de botão…

capsulas

As capsulas tem café de verdade dentro. Agulhas injetam água quente a alta pressão e a cápsula expele café delicioso, cheio de espuminha… é coisa fina.

O que mais me atrai ao estilo Nespresso de café é o fator nerd. O negócio é uma impressora de sabor. Você coloca o cartuchinho, aperta o botão e lá sai café bom. Sem sujeira, sem desvios, café bom 100% das vezes.

Eu sei que os amantes do café “de verdade” podem me destroçar argumentando que só um barista, com uma máquina de respeito, consegue fazer um café de nível. Eu não duvido disso. Inclusive, quero muito uma máquina gigante para ter em casa.

Mas tenho outras prioridades.

Para aplacar minha necessidade de ingestão de cafeína, eu tenho duas alternativas. Café solúvel gourmet, liofilizado, que fica fantástico com leite e extrato de chai. E Nespresso.

Aqui no Brasil, as cápsulas custam bem mais caro que no exterior. Por isso mesmo, sempre peço para os amigos me trazerem cápsulas. E quando peço, já vou na ignorância, só 150, 200, 300 cápsulas por vez.

Minha primeira vítima, unn, alma boa a trazer cápsulas foi a Padi, capitã do suplemento TV & Lazer. A boa alma me trouxe um caminhão de cápsulas e ainda uma caixa enorme de madeira para guardá-las.

A amiga e colega Françoise foi a segunda vítima. Fiz ela bater pernas para me conseguir um outro carregamento de cápsulas.

O último a contribuir para meu vício foi o amigo Gustavo. Ele fez a caridade de me trazer 160 cápsulas de sabor. Aliás, vale ver os blogs bacanas que ele escreve, no Link e no TV & Lazer.

Graças a essas boas criaturas, eu tenho um ano de café estocado. Eu sou assim, quando gosto de um negócio, eu acredito.

E um luxo, eu sei. E totalmente dispensável. Mas é tão bom…

E foi com um Nespresso, o Indriya, que fiz um mocaccino de chorar.

É simples fazer:

Um pouco de leite quente na xícara (a uns 75ºc), bata com um aerador até espumar. Reserve parte da espuma.

Coloque uma colher de chá de Ovomaltine no leite e mexa suavemente.

Aí, é só extrair o café. O ideal é que fique concentrado. É só tirar ele ristretto, com 30 ml, que fica perfeito.

Junte tudo e chore de alegria.

Bem, agora com licença que vou tomar um cafezinho…