Paladar

Luiz Américo Camargo

Eu só queria jantar

Vai beber o quê?

01 maio 2013 | 00:55 por Luiz Américo Camargo

Foi meu recorde de abordagens. Já estou quase me acostumando (o que é diferente de estar me conformando) com a oferta imediata de vinhos assim que você entra num restaurante. Mas, numa da visitas ao nipo-peruano Osaka, o garçom se superou. Eu mal havia me instalado, nem havia jogado por completo o peso do corpo sobre o assento, quando ouvi: “Carta de vinhos, senhor?”. Nem deu tempo de dizer, como sempre faço, que primeiro queria ver o cardápio etc. E, imediatamente, ele emendou: “Carta de drinques, senhor?”. Também não consegui expressar uma reação, até que, por fim, ele arriscou: “Então… uma cerveja?”.

Confesso que quase pedi um pisco sour – para vocês verem que a estratégia, no fim das contas, deve funcionar na venda de bebidas, embora seja chata à beça. Mas resisti e não me desviei da ideia inicial. Falei que queria o cardápio, investiguei, escolhi, para depois pensar no que tomar. Acho interessante começar com um coquetel, um aperitivo… Vai conforme o estilo de cada um, da vontade de cada um. Mas esse serviço expresso de vinhos e cia. dá um pouco de fastio. Depois disso, o que falta fazer? Botar um copo cheio na sua mão, assim que você passar da porta?