Paladar

Luiz Horta

Na estrada da vida boa, 158 vinhos

03 julho 2013 | 23:21 por Luiz Horta

Passei uma semana na Borgonha, a convite de uma sigla importante, o BIVB (Departamento de vinhos da Borgonha) e sua ramificação Chablis, com a consequente e inestimável aula de terroirs.

O BIVB teve a sábia ideia de contratar a Vida Boa, que tornou a minha excelente. Vida Boa é a empresa de turismo enófilo da moça da foto, Carolina Licatti, que foi responsável pelos quilômetros rodados, pelos 158 vinhos provados e por colocar no eixo meu francês claudicante. Ela sabe tudo da região, pois mora lá.

FOTO: Luiz Horta/Estadão

Ficou com água na boca?

Uma coisa é olhar o mapa, outra pisar no chão e ver a geografia. O desfile de nomes que nos encantam nos rótulos, Beaune, Chambolle, Gevrey, Pommard, Chablis, Auxerre, transformados em pequenas cidades de ruas tortas, igrejas medievais e vinhedos cercados por muros de pedra desde o século 12.

A comparação imediata e inevitável é com Bordeaux. A Borgonha é o lugar da pequena propriedade, esfacelada em inúmeros donos, as sedes das vinícolas são casinhas, raramente imponentes, e os homens, agricultores e não os esnobes bem vestidos de sua irmã-rival. Prefiro Borgonha a Bordeaux? Não, de jeito nenhum e nem vice-versa. Se me oferecerem ambos, fico com os dois. Cada um com seu estilo e modo de encarar o clima. Mas a Borgonha tem o charme de mostrar mais a influência do chão no líquido.

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