Paladar

Luiz Horta

O Tondonia e seus (meus) amigos

02 março 2010 | 03:48 por Luiz Horta

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Ficou com água na boca?

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Foi uma “vaya semanita”, tudo desculpa para acompanhar a solene abertura dos Tondonias Rosados. Respondo (demoro mas faço): era um Crianza 1997. A cor é pele de cebola, o aroma é incompáravel, de tutti-frutti: uma mistura de flores secas, frutas passa, açucar cristalizado e algo longamente esquecido na gaveta de especiarias de um indiano. Na boca, a marca registrada da casa, excelente acidez e duração. Houve certa discussão, alguns diziam que era um branco de alma vermelha, outros um tinto evoluído, já além do claret. A unanimidade era sua perfeição.

Nas fotos se nota um Cos d’Estournel 1986 (que era ainda um baby nos seus 24 anos e aguentaria mole mais uns 10, um vinho assim é quando me reconcilio com Bordeaux), tirado da cartola imaginária do prestidigitador Pagliari e otras cositas más, incluindo, no canto direito, um Quinta do Vale do Meão, vinho favorito da Frederica.

Não aparece o quiabo com músculo desfiado, feito por Nazira, mulher do Didú, nem o amontillado La Bota #9, nem meu sorriso de rolha a rolha, com uma leve gotícula de emoção no olho. Como se diz em catalão: feliç, feliç.

[Nem bem postei e já me corrigem: aparece sim o rótulo amarelinho do La Bota #9 do Equipo Navazos. Agora vi]

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