Paladar

Luiz Horta

Resumo

23 novembro 2009 | 16:23 por Luiz Horta

Eric Asimov, meio de bode com o esforço que é fazer sentido do vinho (não é erro, é DO vinho mesmo, tirar algum sentido reflexivo dele), resume a curiosa profissão de wine writer (que em português seria “jornalista de vinhos”) no seu lado fácil, contra o difícil que é pensar: “Far simpler to sip, spit, say it tastes like berries and cherries and give it a score”.
Em tradução livre: “seria muito mais simples provar, cuspir, dizer que tem sabor de amoras e cerejas e dar uma nota”.

Por isto divergimos do Parker, máquina de degustar, cuspindo na sua pia de cozinha em Baltimore e dando notas a uma centena de vinhos por dia. Mas, como o próprio Asimov lamenta, pode ser isto, a simplicidade imediata das certezas, o “beba até 2013, 94 pontos” que todo mundo quer, nestes tempos de velocidade e impaciência com as indecisões. E com a imprecisão que é a própria natureza do vinho.