Paladar

Os destaques do Encontro Mistral

07 maio 2014 | 23:52 por Marcel Miwa

A 7.ª edição do Encontro Mistral reuniu mais de 60 vinícolas de 16 países que pertencem ao vasto catálogo da importadora de vinhos. De segunda a quarta-feira desta semana, no Hotel Grand Hyatt de São Paulo, foram expostos centenas de vinhos, de diferentes estilos e origens. Quem pagou R$ 290 por dia – ou foi convidado – podia provar livremente o que era servido pelos vinicultores.

O Paladar conferiu de perto a reunião de enófilos, promovida a cada dois anos. Um dos destaques foi a presença de uma nova geração de enólogos. Conheça suas histórias e a de novos nomes do mundo do vinho.

E, se bater uma sede, veja os vinhos levados ao Encontro da Mistral que mais chamaram a nossa atenção.

Ficou com água na boca?

POR MARCEL MIWA

Tasca d’Almerita Tascante Ghiaia Nera 2011
O Etna vem conquistando apreciadores de Pinot Noir. A Nerello Mascalese tem a elegância da casta francesa, mas com taninos potentes e boa carga mineral. Espere por aromas de cerejas e grafite. (R$ 127,65)

Bründlmayer Berg Vogelsang 2011
Felizmente é mais fácil gostar do vinho que pronunciá-lo. Este Grüner Veltliner é de um vinhedo premier cru com expressão cítrica, herbal e de pimenta branca. A acidez é intensa, mas há estrutura suficiente para não parecer diluído ou verde. (R$ 152,95)

Amaro Quintessentia Nonino
Além das ótimas Grappas, a Nonino também também faz um delicado Amaro, com aromas mais pronunciados de laranja amarga e alcaçuz. O amargor é sutil e a doçura um pouco destacada. (R$ 154,29)

Quinta de Saes rosé 2011
Este vinho salvou um vinhedo de Cabernet Sauvignon que não conseguia produzir tintos de qualidade. Por outro lado, como rosé bem estruturado é ótimo, com perfil de frutas vermelhas frescas, pimenta e bom frescor. (R$ 66,37)

Ànima Negra Plic Plic Plic 2010
O produtor de Mallorca faz este vinho em Montsant com 50% de Carignan e 50% de Garnacha. É um ótimo passo de entrada aos vinhos mediterrâneos da Espanha. O terroso da Garnacha combina com a fruta e acidez da Carignan, sem excessos de madeira, concentração e taninos. (R$ 70,81)

POR GUILHERME VELLOSO

Conversa Branco 2012
Niepoort
Os “Conversa” (Diálogo em Portugal) são vinhos simples e fáceis de beber, como esse branco elaborado com castas tradicionais (Côdega, rabigato e Viosinho), com breve passagem em madeira. Ótimo para acompanhar, por exemplo, um prato de manjubinhas fritas. (US$ 33,50)

Kanonkop Kadette Pinotage Rosé 2013
Vinho seco e de perfil gastronômico, produzido com a uva que é exclusiva da África do Sul. Apresenta aromas de frutas vermelhas, boa acidez e frescor em boca. É boa companhia para saladas incrementadas com frutos do mar. (US$ 26,90)

Dogliani Superiore Papà Celso 2010
Marziano Abbona
Ótimo exemplar daquela que é considerada a melhor apelação para vinhos feitos com a uva Dolcetto. Com muita fruta (no nariz e na boca) e boa acidez é recomendação certa para acompanhar massas com molhos à base de tomates. (US$ 54,90)

Pont de Gassac 2011
Daumas Gassac
Corte de Cabernet Sauvignon (50%), Merlot e Syrah (25% cada), tem boa complexidade aromática, acidez adequada e taninos ainda marcados, mas de boa textura. Vai bem com carnes em geral. (US$ 48,50)

10 Years Old Sercial Dry
Blandy´s
Os vinhos da Madeira são (quase) um segredo. Pena, como demonstra o impecável equilíbrio entre acidez, açúcar (suficiente para contrabalançar a acidez) e álcool deste Sercial 10 anos, com final levemente salino. Perfeito como aperitivo, pode encarar queijos como o parmesão. (US$ 107,90)

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