Paladar

Champagne

28 dezembro 2007 | 12:44 por Jamil Chade

Ainda dá tempo par comprar um bom espumante para o Reveillon. A coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar publicou uma série de colunas com opções de produtos nacionais de vários tipos e preços. As colunas foram reproduzidas aqui no Blog.

Quem foi bem tratado pela sorte ou acredita em bajular a sorte para garantir um melhor 2008, pode sair do sério e comprar um Champagne francês, o topo da escala dos espumantes, inimitável. Champagne nunca é barato, nem na França. Mas há ótimos vinho a preços não exagerados, como esses, que não ultrapassam os R$ 180.

Na coluna, limitado pelo espaço (papel não estica) publiquei quatro Champagnes. Aqui vão cinco, pois a Piper Heidsieck também agradou muito. Só não entrou na coluna do Paladar porque havia uma limitação de espaço e o páreo era mesmo duro.

Ficou com água na boca?

Piper Heidsieck Brut
Onde encontrar: Empório Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, 3472-2082.
Preço: R$ 159
Cotação 90/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em dezembro de 2007.

São duas vinícolas diferentes com o sobrenome “Hsidisieck”. A Piper costuma ter boa relação qualidade-preço. A Charles Heidsieck tem mais prestígio. Champagne clarinho e com bastante espuma (ótima perlage). Bolinhas pequenas, elegantes, subindo em cordões regulares. Um Champagne ideal para bebericar. Não é um Champagne encorpado, mas sim alegre, gostoso, fácil de beber e de gostar. Aroma muito tímido, difícil de perceber. Depois de algum tempo no copo apareceram alguns traços de frutas secas, evocando coisas grelhadas. Muito melhor na boca. Equilibrado, elegante e com ótima acidez, o que favorecia o próximo gole. Um vinho ligeiro, refrescante, com boa cremosidade. A espuma perdurou no copo e valorizou o vinho na boca. Passa um pouco rapidamente, mas deixou uma sensação agradável, de boca limpa e notas cítricas. 12% de álcool.

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Drappier Carte d´Or Brut
Onde encontrar: Zahil, Rua Manoel Guedes, 294, Jardins – 3071-2900.
Preço: R$ 170
Cotação: 93/100

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em dezembro de 2007.

Tem sido constantemente um dos melhores que tenho bebido. Boa relação qualidade-preço. Consegue ser, ao mesmo tempo, encorpado, concentrado e elegante, o que não é fácil. Segundo a literatura, a Pinot Noir é muito importante na “assemblage”, o que ajuda a explicar o bom corpo e o aroma de frutas. Uma empresa familiar de qualidade constante. No auge da forma. Segundo o contra-rotulo, foi engarrafado recentemente, em abril deste ano. Espuma farta e bolinhas duradouras. Ótima perlage. Amarelo claro, com alguns reflexos dourados. Aroma potente, com as frutas e também notas de fermentação, de padaria. Primeira impressão na boca excelente. Concentração de sabor, corpo. Cremoso e refrescante. Boa acidez. Um Champagne versátil, que pode acompanhar muitos pratos e é também gostoso para bebericar. Fim de boca dos melhores. 12% de álcool.

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Taittinger Reserve Brut
Onde encontrar: Expand, Televendas: 3846-4747.
Preço: R$ 168
Cotação: 92/100 pontos

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em dezembro de 2007.

Uma das firmas mais tradicionais e confiáveis da Champagne, famosa pela elegância de seus vinhos, como demonstra este exemplar. Bom do começo ao fim. Cor amarela carregada. Cor de vinho evoluído. Aroma gostoso e intenso, desses que invadem as narinas. Aspectos nitidamente cítricos. Também evocações de maçã verde. Um Champagne muito elegante, leve sem ser ligeiro. Bolinhas resistentes até o fim da garrafa. Cremoso e muito refrescante. Pode até acompanhar alguns pratos, mas é melhor para ser bebido sozinho, aproveitando cada gole. O tipo de Champagne alegre, fácil de gostar. As evocações cítricas permanecem na boca. Retrogosto dos melhores, mais uma vez com notas cítricas. 12% de álcool.

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Ayala Brut Majeur
Onde encontrar: Mistral – Rua Rocha, 288, 3372-3400.
Preço: R$ 180
Cotação: 91/100

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em dezembro de 2007.

O prestígio dessa vinícola cresceu depois que ela foi comprada pela Bollinger, entre as melhores das melhores. As duas são de Ay, região mais famosa pelo seu Pinot Noir. Segundo a literatura, os vinhos melhoraram consideravelmente depois da mudança de direção. Um Champagne direto, extremamente refrescante e gostosos. No auge da forma. Segundo informa, foi “degolado” e engarrafado em abril de 2007. Aroma agradável, mas não é seu forte. Um pouco tímido com notas de fermentação, de padaria. Depois de um certo tempo, apareceram notas leves cítricas. Na boca parece outro vinho. Ataque gostoso, potente e cremoso. Bolinhas persistentes e elegantes que subiam em cordões regulares (ótima perlage). Mais para o aperitivo do que para a mesa, Ele é leve, elegante e, ao mesmo tempo, tem ótima concentração de sabor. Equilibrado, fresco, Deixa sensação muito gostosa na boca. 12% de álcool.

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Jacquesson Cuvée 730 Brut
Onde encontrar: World Wine, Rua Padre João Manoel, 1.269, Jardins – 3085-3055.
Preço: R$ 180
Cotação: 91/100

Provado para a coluna Tintos e Brancos, publicada no suplemento Paladar em dezembro de 2007.

A Jacquesson é uma empresa familiar, colocada sempre entre as melhores da Champagne. Vinhos de personalidade, feitos com muito capricho. O número 730 indica que ele foi feito basicamente com uvas de 2002 (a 731 virá com mais uvas de 2003 e assim por diante). Aliás, seu rótulo é dos mais informativos, espetacular, diz tudo o que um apreciador pode querer saber. Segundo ele, na composição, 60% de uvas de 2002 e 40% e vinhos de reserva. Foi engarrafado no segundo trimestre de 2006. Esta no pico de sua forma, mas talvez possa envelhecer um pouco mais. Só uvas de vinhedos classificados como grand cru ou grand cru. 48% de Chardonnay, 32% de Pinot Noir e 20% de Pinot Meunier. Um Champagne de personalidade, de estilo próprio e diferente das demais. Mais corpo e disposição para a mesa. Um pouco potente para bebericar. Aroma potente, penetrante. Fermentação, padaria. Pão torrado. Na boca, concentrado, encorpado e com algo mineral. Também notas cítricas. Ligeiro amargor ao final. Mas o que fica é uma sensação agradável. 12% de álcool.