Paladar

Só queijo

Aventuras lácteas entre o Brasil e a França

Creme de Pardinho, nova criação paulista, tem notas de funghi e madeira

Durante os três últimos dias de efervescência láctea durante a programação da ExpoZebu 2018, o lançamento desse novo queijo comprova o dinamismo da inovação artesanal brasileira

01 maio 2018 | 15:33 por Débora Pereira

 

A massa não é cozida em nenhum momento e é transformada em tacho de cobre. FOTO: Vanessa Alcoléa/Pardinho 

– Nós fazemos ele com leite cru, 80% de leite de vaca Gir e 20% de Jersey, para alcançar uma textura mais cremosa” disse Vanessa Alcoléa, técnica da Fazenda Pardinho, “mãe” do queijo.

Ficou com água na boca?

O queijo de Vanessa foi lançado na Expozebu e será comercializado em 15 dias. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

O gosto na boca é de notas de madeira e champignon. A casca cinzenta mista lembra o queijo francês Saint-Nectaire e exala o cheiro de uma caminhada na floresta, pisando em camadas de folhas secas depois da chuva.O sabor da massa, untuosa, persiste na boca, densa e equilibrada. “– Ótimo para acompanhar um vinho tinto seco biodinâmico” disse Virginie Dubois, queijeira francesa que participou do lançamento “quero ter esse queijo na minha boutique em Lille” disse ela.

Cremoso, sabor de creme de leite frutado. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

Ele é comercializado após dois meses de cura, em caves subterrâneas. É o período mínimo para que queijos de leite cru obtenham o SIF no Brasil (com exceção para uns poucos produtores de Minas Gerais).  A fazenda é certificada de tuberculose e brucelose e tem SIF, podendo vender legalmente para o Brasil inteiro.  A produção vai ser pequena, entre 25 e 30 peças por semana.

As vacas da Pardinho se alimentam só de pasto o ano inteiro. A pecuária é o mais natural possível,  com o bezerro ao pé da vaca e tratamento preventivos homeopáticos.

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