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A adega da rainha

Isabelle Moreira Lima

05 agosto 2015 | 21:09 por redacaopaladar

Jancis Robinson faz parte do comitê que decide os vinhos que a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, vai beber e servir a seus convidados, o Royal Household Wine Committee.

O trabalho é grande. O comitê se reúne para escolher cerca de 5 mil garrafas que serão servidas em 300 compromissos oficiais anuais no Palácio de Buckingham e no Castelo de Windsor. E, acredite, inclui barganhar preços e economizar o dinheiro de Sua Majestade.

“Quem vê de fora pensa que nós passamos nosso tempo escolhendo as maiores joias das principais vinícolas do mundo para a adega real, mas a realidade é muito mais prosaica”, a especialista conta.

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A maioria dos vinhos comprados são champanhes não safrados a preços melhores que as promoções de supermercado. Além dos champanhes, o comitê compra também vinhos relativamente modestos, como Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Bordeaux? Sim, mas não os grandes rótulos, geralmente os tintos básicos da região.

FOTO: Divulgação

Entre as estratégias “espertas” adotadas pelo comitê estão comprar rótulos jovens de Bordeaux a bons preços e envelhecê-los para “economizar dinheiro”. Esses vinhos são degustados para que se acompanhe a evolução, mas, segundo a crítica e autora, o resultado é geralmente inferior ao dos vinhos de sua adega particular.“Quando divulgo minhas impressões das degustações, invariavelmente algum leitor me escreve cheio de decepção”, conta ela.

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Em 2003, Jancis Robinson entrou para a Ordem do Império Britânico por seus serviços e atividades. Com 40 anos completados neste ano como autora e crítica de vinhos, foi a primeira pessoa fora do comércio a passar na prova de Master of Wine. Hoje, aos 65 anos, ela escreve semanalmente para o jornal inglês Financial Times e diariamente para seu premiado site JancisRobinson.com, aberto a assinantes em 70 países.

Sua presença online é massiva: com um texto claro e direto, ela é adepta das redes sociais, posta e tuíta ativamente e se mostra confortável com diferentes mídias – vídeos e podcasts, além do material escrito.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 6/8/2015

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