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Heloisa Lupinacci

Correr, beber e pedalar: é só começar

O mundo das artesanais é cheio de exemplos de marcas e rótulos ligados ao encontro do esporte com a cerveja

04 julho 2017 | 20:31 por Heloisa Lupinacci

No gelado domingo que abriu esta semana, um batalhão capitaneado por Rodrigo Kimura, idealizador da Alphabeers, correu a milha cervejeira, conhecida como Beer Mile. Trata-se de um híbrido de competição e brincadeira que intercala um trecho e um trago: a cada 400 metros, 355 ml de Anchor BlackBerry Daze IPA (R$ 29, no Empório Alto de Pinheiros, recém-chegada ao Brasil na nova leva de importação da Anchor). Saldo final, um batalhão inebriado pelo esforço e pelo álcool.

Nesta quinta, é lançada a GiraMundo, uma cerveja que tem o esporte entre os seus ingredientes, em quatro bares simultaneamente (Empório Alto de Pinheiros, Ambar, Capitão Barley e Brewdog; R$ 20, lata de 350 ml, preço sugerido). Receita elaborada por dois cervejeiros ciclistas, Gilberto Tarantino e Thiago Falcone, ela foi pensada para ser o gole ideal pós-pedalada. 

Receita elaborada por dois cervejeiros ciclistas, Gilberto Tarantino e Thiago Falcone, ela foi pensada para ser o gole ideal pós-pedalada

Receita elaborada por dois cervejeiros ciclistas, Gilberto Tarantino e Thiago Falcone, ela foi pensada para ser o gole ideal pós-pedalada Foto: Tarantino Beer|Divulgação

É uma doubleIPA com jeitão de juicy e 8,6% de teor alcoólico. “Para dar aquela relaxada depois do pedal”, define Tarantino. A história da criação da receita é marcada por quilômetros de pedaladas. Falcone pedalou 700 km, entre Belo Horizonte e Ipeúna, no interior de São Paulo para fazer a cerveja. E sábado, 8, um batalhão vai pedalar 100 km para comemorar o lançamento.

Por fim, também no sábado, logo pela manhã, às 9h, o batalhão do Clube de Corrida das Cervejas Artesanais, também capitaneado por Kimura,  se encontra no Cateto de Pinheiros para um treino matinal. Divididos em turmas que vão correr diferentes distâncias em diferentes intensidades, eles se reencontram no Cateto depois da correria e comemoram com dois copos de cerveja (330 ml cada). Neste sábado, vai ter Saci, a stout da Cervejaria Nacional, e Urbana Busanfe, uma cerveja de trigo leve e refrescante – guarde essa descrição.

Juntar esporte e cerveja não poderia ser mais gastronômico: é quando sai do território do exagero e entra na esfera do prazer que a cerveja ganha complexidade e a prática esportiva entra na rotina para valer. O mundo das artesanais é recheado de exemplos de marcas e rótulos ligados a esse encontro. O exemplo mais cool é a  Mikkeller Running Club, uma cerveja de trigo leve e refrescante (sim, é a mesma descrição da Busanfe), criada pelo lendário cervejeiro dinamarquês Mikkel Borg Bjergsø para os participantes de seu clube de corrida. 

Stletas do Clube de Corrida das Cervejas Artesanais se encontram depois da correria para comemorar com copos de cerveja.

Stletas do Clube de Corrida das Cervejas Artesanais se encontram depois da correria para comemorar com copos de cerveja. Foto: Alphabeers|Divulgação

Quer dizer que uma cerveja de trigo leve e refrescante é a melhor pedida para tomar depois de um treino? “Depende. Depois de 10 km correndo forte, uma sour refrescante, como a Cáscara da Zalaz, sour com limão cravo e chá de casca de café, com 4,4% (R$ 32, 355 ml na CervejaStore), cai perfeitamente. Agora, depois de um treino mais leve, de 3 a 5 km, uma IPA como a Zest da Trilha, com casca de limão, vai bem”, diz o atleta-sommelier Kimura. “Eu particularmente vou sempre de IPA, meu estilo predileto”, diz o cervejeiro-ciclista Tarantino. 

Para se juntar ao batalhão de corredores cervejeiros, é preciso se inscrever no site, custa R$ 40, e inclui as duas cervejas e um treinador para cada turma (nunca correu? Pode ir. O treino mais leve acolhe bem iniciantes, mesmo quem nunca correu na vida). Mas para entrar para a turma que gosta de comer, beber e correr ou pedalar, é só começar.