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É de birra. Mas não só

Carolina Oda

Épo: a primeira sidra (com 's' mesmo) artesanal brasileira

Produzida pela Morada Cia. Etílica, de Curitiba, a Épo poderá ser encontrada nas versões long neck ou direto da torneira de chope em três versões

03 agosto 2016 | 19:16 por Carolina Oda

Sidra. Sim. Está certo, é com “s” mesmo. Com “c” é a fruta. A confusão acontece porque em inglês é “cider”, em francês é “cidre” e é assim que estamos acostumados a ler, já que as principais referências de sidra que temos são francesas, inglesas, irlandesas... Porém, agora isso começa a mudar e podemos nos acostumar a sidra com “s”. 

Já foi a vez do vinho, da cerveja e agora chega a hora da sidra, o fermentado de maçã. Pura e simplesmente maçã fermentada. Não é cerveja com maçã, como muitos perguntam, enganados principalmente pela apresentação em garrafa long neck. É tipo um vinho, só que em vez de uva, é feito com maçã. 

A sidra direto do barril. Mas engana-se quem pensa que se trata de cerveja com maçã, é um fermentado da fruta como o vinho.

A sidra direto do barril. Mas engana-se quem pensa que se trata de cerveja com maçã, é um fermentado da fruta como o vinho. Foto: Munir Bucair Filho|Divulgação

Produzida pela Morada Cia. Etílica – que, como o próprio nome diz, é produtora de bebidas distintas e não só de cerveja, bebida com a qual já fez sua boa fama –, a Épo é a primeira marca de sidra artesanal brasileira, feita com maçãs Fuji e Gala das serras gaúcha e catarinense, na vinícola Cia. Piagentini, em Caxias do Sul. O nome é uma brincadeira dupla: épo lembra o som de apple, maçã em inglês, e a expressão brasileira “É, pô”. 

Ficou com água na boca?

O lançamento nacional foi em Curitiba, cidade da Morada, e a chegada ao mercado paulista é na semana que vem, com diversos eventos em que a sidra será servida tanto em long neck quanto em barril. Os preços vão de R$ 15 a R$ 20 (ou em torno de R$ 11 o copo saído da torneira).

A linha possui três rótulos feitos com a mesma base de maçã. A ideia, segundo André Junqueira, criador da marca, é atingir diferentes públicos, dos iniciados no universo das bebidas aos leigos. Não são rótulos pensados para se beber em volume, são bebidas de personalidade. E não são assim facinhas como a apresentação pode dar a entender. São bem secas, com pouca ou quase nenhuma doçura, e por isso podem não agradar aos que gostam das sidras importadas que já estão presentes no mercado, que costumam ter mais dulçor. 

A meu ver, elas podem ir melhor com comida mais gordurosa, como pratos com porco, frutos do mar e queijos, equilibrando a sensação extra-seca e a adstringência vinda dos taninos da maçã. Como todas essas vêm da mesma base, têm 6,4% de álcool, muito disfarçados, acidez e o aroma da fermentação natural bem presente, com aquela cara rústica, selvagem, lembrando fruta bem madura, passando do ponto. 

Pode ser tomada com gelo ou sem, mas sempre geladas. Com gelo, fica mais fácil. Direto no gargalo? Acho que não tem esse perfil, mas gosto é gosto. 

SERVIÇO

Lançamento em São Paulo 

Empório Alto dos Pinheiros

Rua Vupabussu, 305, Pinheiros

Dia 9/8, às 19h

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