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Saca essa rolha

Isabelle Moreira Lima

Fomos à prova: hambúrguer vai bem com vinhos e cervejas com tosta e bom corpo

Desde que o hambúrguer ganhou status de prato principal, com carnes nobres e acompanhamentos rebuscados, as bebidas para acompanhá-lo devem estar igualmente a altura; confira dicas de vinhos e cervejas

11 janeiro 2017 | 18:41 por Isabelle Moreira Lima

Há muito o hambúrguer deu um salto e se descolou da categoria de fast-food, atingindo um nível de complexidade de sabor que apaga qualquer lembrança de seu berço pouco gastronômico. Tornou-se a estrela de muitas novas casas de São Paulo e entrou para a página nobre dos pratos principais de restaurantes já consagrados. O ponto de virada é seu preparo, que hoje leva carnes nobres, ingredientes artesanais e condimentos ousados. Chegou a ponto de ser mais fácil achar por aí este novo exemplar rebuscado que a versão mais simplória do disco de carne.

Está claro que ficou difícil para o refrigerante... Mas, com o que casar este prato neocomplexo? Se para você a resposta está unicamente nas cervejas artesanais, livre-se do preconceito e acredite: o vinho casa bem com hambúrguer.

Hambúrguer Hendrix, do Kød, de 160g com queijo mogiana da Fazenda Atalaia, bacon, picles de pepino, cebola roxa crua e maionese de dill abraçados por um pão fofinho de sabor adocicado

Hambúrguer Hendrix, do Kød, de 160g com queijo mogiana da Fazenda Atalaia, bacon, picles de pepino, cebola roxa crua e maionese de dill abraçados por um pão fofinho de sabor adocicado Foto: Divulgação

Desafiei a sommelier e colunista do Paladar Carolina Oda e o especialista Marcel Miwa a escolher rótulos de cerveja e vinho que representassem parceiros a altura de um bom hambúrger paulistano – eles só souberam na hora o que iríamos provar: o Hendrix, do Kød Steakhouse (rua Simão Álvares 49, Pinheiros), um búrger de 160g com queijo mogiana da Fazenda Atalaia, bacon, picles de pepino, cebola roxa crua e maionese de dill abraçados por um pão fofinho de sabor adocicado (R$ 26). O restaurante não tem serviço de vinho, mas recebe bem (mas sem taças) quem quer levar uma garrafa.

Ficou com água na boca?

Oda pensou na caramelização que ocorre, na churrasqueira do Kød ao estilo parrilla. Fugiu dos líquidos claros e levou quatro rótulos em que o malte tostado é a vedete.

Miwa focou no corpo das bebidas em primeiro lugar. Preferiu vinhos leves capazes de acompanhar bem carnes vermelhas e foi atrás de cepas (e de expressões da madeira, em vinhos que estagiaram em barrica) capazes de trazer notas de especiarias. 

A melhor notícia é que o resultado do painel com oito bebidas foi decepção zero e muito, muito sabor. Confira abaixo os rótulos escolhidos para harmnização, e como cada um se saiu. 

 

Ficou com água na boca?