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Saca essa rolha

Isabelle Moreira Lima

Na meia-estação, use rosa (na taça de vinho)

Vinho rosé é uma das bebidas mais democráticas que existem, além de ideal para a virada primavera-verão; veja seleção de rótulos

22 novembro 2017 | 19:37 por Isabelle Moreira Lima

Se você estiver com um grupo grande de amigos em um restaurante e cada um pedir uma comida diferente, não tenha dúvidas, a bebida mais democrática para harmonizar com a diversidade será o vinho rosé. Quem assegura é a master sommelière americana Victoria James.

“Historicamente, o rosé é o vinho dos romanos, dos gregos, dos camponeses e dos reis. É um vinho para pessoas, não só para mulheres”, afirma. E como dizia o chef francês Jacques Pepin, “é o mais despretensioso e democrático de todos, a verdadeira bebida para os amigos”. 

 

  Foto: New York Times

Na virada da estação, da primavera para o verão, ele é perfeito, por trazer frescor e estrutura – refresca os dias mais quentes e se sai lindamente ao lado de comidas mais substanciosas preparadas quando as temperaturas estão amenas. É também conhecido como “vin de plaisir” (vinho de prazer) ou “de copains” (de camaradas), um vinho sem complicações, festivo, e que traz satisfação.

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Levando em consideração que estamos chegando ao mês mais badalado do ano e que o verão está logo ali, focamos no rosa. A coluna de hoje reuniu alguns rótulos recém-lançados e outros achados no crescente universo do vinho cor-de-rosa. A seleção inclui bebidas da França (onde o rosé sempre foi visto com bons olhos), da Itália, da Espanha, de Portugal, do Chile e do Brasil.

TOM NÃO INDICA QUALIDADE

Aquele tom rosa bem clarinho típico da Provence, chique e elegante, chamado blush ou casca de cebola pelos especialistas não indica qualidade. Quem assegura é a sommelière Victoria James, autora de Drink Pink (Harper Design, 128 págs.; US$ 11,98 na Amazon) e membro da Court of Master Sommelier desde os 21 anos (um grande feito, quem assistiu ao documentário Somm sabe). 

 

  Foto: Reprodução

Em entrevista, ela explica que, como nos tintos ou brancos, a cor é influenciada pelo clima, pelo processo de vinificação e pela cepa escolhida. “Portanto, na hora da compra não se ligue na cor”, aconselha.

A confusão pode se dar pelo envelhecimento. Assim como ocorre com os brancos, os rosés ficam mais escuros com o passar dos anos. E sabe-se por aí que é um vinho para ser tomado jovem. Outros, no entanto, como os espanhóis, por exemplo, são escuros de nascença. 

Apaixonada pela versatilidade desses vinhos, ela diz que o estilo vem se renovando tanto no Novo quanto no Velho Mundo.

* ERRATA: O vinho Barón Ladrón de Guevara Rosado Viñas Viejas 2015 é importado pela Vind'Ame, e não pela WorldWine conforme foi publicado anteriormente.  

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