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O Supremo da branquinha

Em maratona de dois dias, a Cúpula da Cachaça escolheu, às cegas, as 50 melhores pingas do Brasil. A lista das dez melhores você já viu na capa, confira agora as características de cada uma – e o ranking completo

05 fevereiro 2014 | 23:57 por redacaopaladar

Por Cíntia Bertolino

Especial para o Estado, de Analândia

Depois de dois dias de provas, de manhã e à tarde, os membros da Cúpula da Cachaça, um grupo de especialistas na bebida, conseguiram fazer um ranking das melhores cachaças brasileiras. A ideia de eleger as melhores vinha sendo amadurecida havia tempo e o processo teve várias etapas até a final (entenda como foi o processo aqui), no último fim de semana, quando os 11 membros do júri se reuniram em Analândia, a 238 km de São Paulo, no noroeste do Estado, e, ao longo de dois dias, provaram as 60 cachaças finalistas – para chegar à lista final das 50 melhores.

A prova foi feita às cegas. Longe da vista dos degustadores, as cachaças foram colocadas em garrafas idênticas – de 600 ml – e numeradas. A prova foi realizada em quatro baterias diárias (duas pela manhã, duas à tarde). Começou com as brancas, mais neutras, até chegar às envelhecidas, mais complexas.

As 50 melhores cachaças formam o 1º Ranking da Cúpula da Cachaça que o Paladar divulga hoje com exclusividade e em primeira mão: até os juízes estão vendo os resultados pela primeira vez nesta edição.

As 60 amostras foram colocadas em garrafas numeradas idênticas, sempre com 600 ml de cachaça. FOTOS: Mauricio Motta/Estadão

Amostra. As 60 cachaças finalistas foram produzidas em oito Estados: Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Entre as 50 selecionadas, 56% delas são de Minas Gerais, onde quase 50% de todo o volume é produzido em alambiques. O Rio de Janeiro contribuiu com 20% e o Rio Grande do Sul, com 10%.

A predominância de garrafas do Sudeste reflete a tradição de alguns Estados produtores, mas também o mercado distribuidor. Embora existam milhares de cachaças no País, a produção do Sudeste domina mais de 70% do mercado. É um convite para descobrir cachaças produzidas em outros Estados.

As madeiras mais presentes no envelhecimento da bebida são bálsamo, muito apreciado em Salinas, e que confere aromas de especiarias, com destaque para o anis estrelado; a umburana, muito aromática e que dá cor e aroma adocicados de canela às mais envelhecidas; o jequitibá rosa, mais comedido na transferência de aromas e cores; e o carvalho, com sua característica coloração âmbar (atributo das bebidas mais velhas) e notas de baunilha.

Ao longo da prova, o que mais impressionou os juízes foram a qualidade e a diversidade das cachaças. A maioria teve boa avaliação visual, sinal que os produtores estão dominando muito bem a filtragem e o engarrafamento da bebida. Poucas amostras apresentaram problemas. Segundo os degustadores, foi possível identificar tentativas de imitação de cachaças célebres, como o da mítica Anísio Santiago/Havana.

O debate também apontou a necessidade de padronizar as informações contidas nos rótulos da bebida. Um rótulo padrão, com informações básicas sobre o produto, certamente seria vantajoso para quem gosta de saber o que está bebendo.

Algumas garrafas obrigam o consumidor a um trabalho detetivesco para descobrir, por exemplo, se a bebida foi envelhecida, por quanto tempo e em que tipo de madeira. Ou se foi armazenada em inox ou tonéis de madeira e por quanto tempo. Enquanto a legislação define claramente a classificação Envelhecida, Premium e Extra Premium, as armazenadas não precisam dizer no rótulo onde descansaram e por quanto tempo.

O estudo do papel das madeiras nativas no envelhecimento da bebida foi apontado como caminho para a evolução do mercado. No Brasil, há 24 tipos de madeira catalogados e aprovados para envelhecer cachaça.

Clique na imagem para ampliá-la.

1º RANKING CÚPULA DA CACHAÇA

1. Vale Verde 12 anos

Região: Betim (MG)

Envelhecimento: 12 anos

Madeira: carvalho

Equilíbrio perfeito no nariz e boca. Aroma de frutas secas, coco e baunilha. Final elegante com notas de cereja (R$ 554, no Empório Chiappetta).

2. Magnífica Reserva Soleira

Região: Miguel Pereira (RJ)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Aromas amendoados, madeira bem trabalhada. Encorpada, com acidez baixa e doçura proveniente do carvalho. Combina com carnes de caça, como paca (R$ 208, no Empório Chiappetta).

3. Boazinha

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: bálsamo

Aroma marcante de fubá, encorpada, agradável na boca. Sabor adocicado, lembrando baunilha e coco. Baixa acidez (R$ 18,60, na Bandeira Paulista).

4. Reserva do Gerente

Região: Guarapari (ES)

Envelhecimento: 5 anos

Madeira: carvalho

Dourada, boa viscosidade, de natureza alcóolica suave, no aroma e sabor. Macia na boca, com toques de castanha. Retrogosto harmônico e agradável (R$ 47, no Empório Chiappetta).

5. Anísio Santiago – Havana

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 8 anos

Madeira: bálsamo

Cor dourado brilhante, aroma intenso de especiarias, com destaque para o anis. Encorpada, é agradável na boca e acompanha bem queijos como gorgonzola (R$ 356, na Casa Santa Luzia).

6. Leblon Signature Merlet

Região: Patos (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: carvalho francês

mbar, tem aroma intenso de baunilha e bolo inglês. Sabor adocicado, untuoso. Bebida elegante, remete a bons conhaques. Acompanha bem sobremesas e chocolate (R$ 72, 375 ml, no A Rota do Acarajé).

7. Companheira Extra Premium

Região: Jandaia do Sul (PR)

Envelhecimento: 8 anos

Madeira: carvalho

Aroma marcante de coco, levemente adocicada com toques de figo seco e baunilha. Encorpada, com final de boca untuoso (R$ 126, no Empório Chiappetta).

8. Germana Heritage

Região: Nova União (MG)

Envelhecimento: 5 anos

Madeira: bálsamo e carvalho

De coloração âmbar, tem notas herbais, com aroma marcante de baunilha e doce de banana. Baixa acidez (R$ 313, na Casa Santa Luzia).

9. Weber Haus

Região: Ivoti (RS)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: Cabreúva e carvalho

Cor brilhante, aroma com toques de castanhas e amêndoas, bom equilíbrio entre álcool e ésteres (compostos aromáticos). Combina com queijo e frutas (R$ 55, no A Rota do Acarajé).

10. Canarinha

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: bálsamo

Aroma pungente, notas de baunilha, toque de especiarias, com destaque para o anis estrelado. Cachaça potente, faz bom contraponto a doçura de coquetéis com vermute (R$ 122,80, na Bandeira Paulista).

11. Nega Fulô

Região: Nova Friburgo (RJ)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Visual leve, com boa perlage (nem muito oleosa, nem muito aguada). Nariz bastante floral. Sabor frutado, com final de madeira.

12. Salineira

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: bálsamo

Aroma de especiarias, com predominância do anis estrelado. Encorpada e equilibrada, com final abaunilhado.

13. Casa Bucco 6 anos

Região: Bento Gonçalves (RS)

Envelhecimento: 6 anos

Madeira: carvalho e bálsamo

Bastante equilibrada. É suave, com aromas frutados e acidez baixa. Na boca, revela surpreendentes notas picantes muito bem integradas.

14. Porto Morretes Ouro

Região: Morretes (PR)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Âmbar, com aromas de coco e baunilha, típicos do carvalho. Acidez baixa, com final de boca longo e adocicado.

15. Ypióca Ouro

Região: Maraguape (CE)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: carvalho

Aroma de nozes e amêndoas, presença marcante de álcool no nariz. Sabor bastante adocicado com fundo pronunciado de baunilha.

16. Weber Haus Extra Premium 6 anos

Região: Ivoti (RS)

Envelhecimento: 6 anos

Madeira: carvalho e bálsamo

Cristalina, aroma herbal fresco, bom equilíbrio entre álcool e acidez. Combina com uma fatia de caju com flor de sal.

17. Salinas

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Leve, mas encorpada. Aroma adocicado, com notas de frutas tropicais, final seco e prolongado. Sutil, refinada. Vai bem com carnes vermelhas.

18. Seleta

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: umburana

Coloração levemente dourada, aroma marcante de umburana. Sabores de baunilha bem pontuados pelo álcool.

19. Canabella

Região: Paraibuna (SP)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: jequitibá, castanheira, umburana

Coloração brilhante, olfativo suave, com madeira presente e fundo que lembra frutas secas. Por ser mais adocicada, pode acompanhar o café.

20. Bento Albino

Região: Maquiné (RS)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: carvalho

Aroma frutado, lembrando frutas tropicais como banana e manga. Tem sabor levemente adocicado puxando para castanhas e amêndoas.

21. Vale Verde Extra Premium

Região: Betim (MG)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Dourada com aroma marcante de baunilha e sabor de fruta madura. Tem álcool suave, com aromas e sabores bem integrados. Ideal para se tomar pura.

22. Dona Beja

Região: Araxá (MG)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Visual e olfato muito bom. Aroma suave, levemente seco. Sabores de natureza frutada com álcool presente. Encorpada.

23. Da Quinta – Umburana

Região: Carmo (MG)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: umburana

Apesar da coloração clara, tem aroma adocicado, frutado com toques de especiarias que remetem à madeira. Acompanha bem castanhas e petiscos salgados.

24. Tabaroa

Região: Prados (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: carvalho

Dourada, de aroma adocicado, com toques de especiarias e sabor pungente com notas de cravo e canela.

25. Rainha do Vale

Região: Belo Vale (MG)

Envelhecimento: 18 meses

Madeira: Jequitibá

Aroma alcoólica com fundo levemente herbal. Suave na boca, com final persistente e untuoso. Boa para ser tomada como aperitivo antes das refeições.

26. Germana Ultra Premium

Região: Nova União (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: carvalho francês

Cor dourada brilhante, aroma de bolo assando, levemente maltado. Sabor equilibrado de baunilha, puxando para o adocicado, com final longo e seco.

27. Santo Grau – Minas Gerais

Região: Coronel Xavier Chaves (MG)

Armazenada: 6 meses

Inox

Sutil aroma herbal, tem acidez equilibrada e traduz bem a cachaça brasileira. Encorpada e untuosa na boca. Referência de boa cachaça branca.

28. Sinhá Brasil

Região: Sumidouro (RJ)

Envelhecimento: 6 anos

Madeira: carvalho

Dourada, com aroma de amêndoas, baunilha e coco. Sabor suave e frutado. Levemente alcóolico.

29. Weber Haus

Região: Ivoti (RS)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: umburana

Aroma acentuado de umburana, mel e canela. Leve gosto de milho, cachaça suave e equilibrada. A transparência não estava perfeita na amostra provada.

30. Velha de Januária

Região: Januária (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: umburana

Encorpada, tem acidez acentuada e aroma frutado. Apesar de não ser muito expressiva no nariz, é complexa na boca. Vai bem com carnes gordas, como cupim.

31. Providência

Região: Buenópolis (MG)

Envelhecimento: 6 meses

Madeira: bálsamo

Cor suave, aroma frutado com toques de baunilha. Acidez e álcool estão bem equilibrados. Boa como aperitivo, acompanhando petiscos ou uma refeição leve.

32. Cambraia

Região: Pirassununga (SP)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Coloração palha, bastante untuosa, aroma suave de baunilha, já com sabor bem adocicado e presença equilibrada de álcool.

33. Meia Lua

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: bálsamo

Coloração palha dourado, com aromas herbáceos, lembrando especiarias, notadamente o anis. Acidez elevada.

34. Rochinha 5 anos

Região: Barra Mana (RJ)

Envelhecimento: 5 anos

Madeira: cerejeira

De coloração dourada, com aroma intenso de baunilha e groselha. Sabor adocicado e frutado. Uma cachaça superior.

35. Werneck Ouro

Região: Rio das Flores (RJ)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: carvalho

Tem cor palha, aroma vegetal e fundo amadeirado. Untuosa, tem bom final de boca com fundo seco e ligeiro.

36. Tabua

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 5 anos

Madeira: bálsamo

Coloração palha para o dourado, aroma que remete a couro. Sabor condimentado, levemente amanteigado.

37. Piragibana

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 20 a 25 anos

Madeira: bálsamo e carvalho

Cachaça dourada, aroma que lembra fubá. O aroma de fubá vem da tradição mineira de fermento caseiro. Álcool bem integrado na bebida com final levemente seco.

38. Pedra Branca

Região: Paraty (RJ)

Envelhecimento: 6 meses

Madeira: amendoim

Coloração neutra, oleosidade consistente, densa e persistente. Na boca, frutas maduras. Casa bem com patês e pratos mais gordos.

39. Indaiazinha

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 8 anos

Madeira: bálsamo

Encorpada, tem elevado teor alcoólico, mas não é agressiva. Acidez na medida certa. Para ser apreciada sozinha. Harmoniza com ela mesma.

40. Leblon

Região: Patos (MG)

Envelhecimento: 6 meses

Madeira: carvalho francês

De coloração clara, tem aroma frutado e sabor levemente adocicado. Álcool bem integrado aos aromas e sabores da bebida – é perceptivo, mas não se sobressai.

41. Beija-Flor

Região: Salinas (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: umburana

De coloração dourada, levemente alcóolica e sabores de frutas secas. Faltou um pouco mais de corpo. Levemente adstringente.

42. Minha Deusa

Região: Betim (MG)

Sem envelhecimento

Visual cristalino e brilhante – indicativos de boa destilação. Aromas frutados e personalidade marcante. Vai bem pura, ou na coquetelaria, e com frutos do mar.

43. Áurea Custódio

Região: Ribeirão das Neves (MG)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Coloração palha intenso, bastante frutada, aroma de baunilha, caramelo e chocolate. Álcool bem integrado, bom equilíbrio entre boca e nariz. Final macio e taninos leves.

44. Ferreira Januária

Região: Januária (MG)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: umburana

Aroma seco, com notas vegetais. Remete aos aromas do caldo de cana fresco e aquavit. Na boca é suave, com leve gosto de ameixa.

45. Espírito de Minas

Região: São Tiago (MG)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: carvalho

Corpo suave, aroma de banana passa e toque de milho. Agradável na boca, com leve picante no final. Ideal para quem está passando das brancas para as envelhecidas.

46. Da Quinta

Região: Carmo (RJ)

Armazenada: 10 meses

Inox

Visual correto, cristalina e untuosa. Álcool perceptível, mas equilibrado. Encorpada, tem leve acidez. Branquinha típica, tem final prolongado.

47. Coqueiro

Região: Paraty (RJ)

Sem envelhecimento

Aroma herbal intenso, alcóolico suave. Cachaça encorpada, com leve acidez. Retrogosto ligeiro. Ideal para fazer caipirinha.

48. Maria Izabel

Região: Paraty (RJ)

Armazenada: 6 meses

Madeira: jequitibá

Tem cor discreta, aroma com notas marcantes de baunilha, indicando uma troca maior com a madeira. Sabor de cana-de-açúcar ainda está presente. Bem equilibrada.

49. Século XVIII

Região: Coronel Xavier Chaves (MG)

Armazenada

Inox

Harmoniosa, o aroma de álcool é perceptível, mas não agressivo. Lembra caldo de cana começando a fermentar. É suave e agradável. Para ser tomada pura.

50. Sapucaia Velha

Região: Pindamonhangaba (SP)

Envelhecimento: 10 anos

Madeira: carvalho

Destaque para os aromas amadeirados, com predominância de frutas secas. Sabor suave e final com taninos marcantes.

As demais finalistas

51. Volúpia

Região: Alagoa Grande (PB)

Envelhecimento: 1 ano

Madeira: Freijó

Aroma levemente alcoólico, corpo médio, acidez suave e retrogosto ligeiro. Cachaça neutra, boa para caipirinha e coquetelaria em geral.

52. Rochinha 12 anos

Região: Barra Mansa (RJ)

Madeira: carvalho francês

Envelhecimento: 12 anos

Cristalina, notas marcantes de coco e baunilha, com final de boca untuoso. Acompanha bem sobremesas.

53. Claudionor

Região: Januária (MG)

Madeira: amburana

Envelhecimento: 1 ano

Aroma herbal, que lembra a grama, e preserva características de cana-de-açúcar. Apesar da passagem por madeira é neutra, tem acidez moderada.

54. Mato Dentro

Região: São Luiz do Paraitinga (SP)

Envelhecimento: 12 meses

Madeira: Amendoim

Cristalina, aroma suave, com frescor vegetal. Levemente adocicada, afável na boca, com notas de ameixa passa e coco verde.

55. Poesia

Região: Munhoz (MG)

Branca

Sem envelhecimento

Cachaça brilhante, untuosa. Aroma levemente desequilibrado, que remete a acetona. Encorpada, com leve acidez, final ligeiro.

56. Harmonie Schnaps

Região: Harmonia (RS)

Branca

Sem envelhecimento

Visual límpido, cristalino e boa viscosidade. Aroma desequilibrado, levemente alcóolico. Falta pungência. Indicada para coquetelaria.

57. Da Tulha

Região: Mococa (SP)

Envelhecimento: 3 anos

Madeira: carvalho

Dourada brilhante, é uma cachaça muito equilibrada, com aromas amadeirados. Encorpada, com notas de frutas, leve acidez e adstringência

58. Magnífica – Ipê

Região: Miguel Pereira (RJ)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: Ipê

Visual atraente, com limpidez e cor brilhante. Aroma presente de fubá, tem acidez moderada, sabor seco e levemente ácido.

59. Engenho Pequeno

Região: Pirassununga (SP)

Envelhecimento: 2 anos

Madeira: jequitibá rosa

Tonalidade suave, quase não mostra a presença da madeira, álcool equilibrado, leve sabor frutado. Acima da média.

60. Serra Limpa

Região: Duas Estradas (PB)

Envelhecimento: 6 meses

Madeira: Jequitibá

Aroma herbal, puxando para grãos, como milho. Álcool suave, bem integrado. Bom corpo, com agradável final seco e adstringente.

Quem foi o júri da cachaça

Manoel Agostinho Lima Novo, autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça; Milton Lima, do site cachaças.com; Leandro Marelli, pós-doutor em tecnologia de bebidas; Glauco Mello, engenheiro químico especialista em fermentação alcoólica; Peter Armstrong, consultor da International Wine & Spirits Record, de Londres; Dirley Fernandes, jornalista e diretor do documentário Devotos da Cachaça (2010); Erwin Weimman, mestre-cervejeiro e autor do livro Cachaça – A Bebida Brasileira; Maurício Maia, do site O Cachacier; Sidney Maschio, jornalista e poeta; Cesar Adames, jornalista especializado em bebidas; e Leandro Batista, sommelier de cachaça do Barnabé – Restaurante e Cachaçaria, em São Paulo.

ONDE COMPRAR

A Rota do Acarajé (3668-6222)

Casa Santa Luzia (3897-5026)

Distribuidora Bandeira Paulista (3168-0481)

Empório Chiappetta (3228-1497)

Supermercado Dias Pastorinho (3862-7595)

A distribuidora Solution (3062-3638) forneceu as bebidas para a degustação

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 6/2/2014

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