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Produtores de vinho do Chile buscam alternativas à seca

Isabelle Moreira Lima

09 setembro 2015 | 19:42 por redacaopaladar

Produtores chilenos estão testando novas maneiras para cultivas uvas com recursos hídricos limitados, depois de um período prolongado de sete anos de seca em que as videiras ficaram em perigo, principalmente no norte do país, como Limarí e Elquí.

“Nós tivemos sete anos com pouquíssima chuva, as represas estão quase vazias e nós não temos água o suficiente para os vinhedos que temos hoje”, disse Gonzalo Castro, produtor e vitivinicultor da Viña San Pedro ao site inglês Drinks Business.

No ano passado, segundo ele, apenas as uvas de melhor resultado, como a Syrah e a Sauvignon Blanc, foram irrigadas. Neste ano, se a situação continuar, a Pinot Noir e a Chardonnay não serão irrigadas.

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FOTO: Marcel Miwa/Estadão

Outros produtores contaram que há vinhas morrendo perto de Limari. “Limarí é a melhor região para Chardonnay em Chile, mas o problema é a água”, diz Rafael Urrejola, da vinícola Undurraga. O resultado disso é que ele teve de reduzir as compras de uvas de cinco fornecedores para apenas dois, uma vez que nem todos conseguem manter a qualidade das cepas.

A situação é tão grave que alguns estão tentando preparar seus vinhedos para condições de seca. A gigante Carolina Wine Brandes, por exemplo, está se voltando ao deserto de Atacama, onde há vinhas de 80 anos que vivem em situação de extrema seca há 80 anos. “Nós estamos buscando plantas adaptadas à seca e salinidade, que vamos usar como porta-enxerto para áreas secas. Nós precisamos de raízes que sejam adaptadas à seca”, diz Andrés Caballero, enólogo-chefe do grupo. A empresa está fazendo uma parceria com a Universidade da Califórnia em Davis para resolver o problema.

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