Paladar

Bebida

Bebida

Saca essa rolha

Isabelle Moreira Lima

Vinícola espanhola lança linha de rótulos de nove diferentes regiões

Casa Roja quer mostrar particularidades de cada região promovendo uma viagem pela Espanha através do vinho

10 maio 2017 | 20:09 por Isabelle Moreira Lima

Já ouviu falar em vinho cigano? A ideia, que é tão arraigada na cerveja (e se refere àquelas feitas em espaços alugados), não é tão comum no mundo do vinho, mas é perfeita para descrever o que faz a vinícola espanhola Casa Rojo, cujos rótulos acabam de chegar ao País, trazidos pela Mundovino Brasil

A casa, formada por uma equipe multidisciplinar jovem e (por que não?) hipster, nunca quis ser um projeto estático, e sim descobrir peculiaridades de regiões e suas cepas mais características. Em vez de fincar bandeira em um único lugar, resolveu se espalhar e mostrar as potencialidades de nove denominações de origem espanholas, ao propor interpretações de suas castas autóctones. A linha foi chamada de Wine Gurus (as cepas sendo os gurus). Já os vinhos são batizados sempre com uma piada em referência ao local ou estilo do vinho e etiquetados com alto refinamento estético e sugestões do que a boca (ou o nariz) vai encontrar.

Jovens e multidisciplinares. Segurando a garrafa, José Luis Gómez, diretor de enologia da Casa Rioja

Jovens e multidisciplinares. Segurando a garrafa, José Luis Gómez, diretor de enologia da Casa Rioja Foto: Benoit Bessier|Reuters

Baseada em Ribera del Duero, a Casa Rojo cultiva vinhedos por toda parte: em Penedés, faz o Cava Moltó Negre (R$ 169) à base de Trepat; em Rías Baixas, o Albariño ultramineral La Marimorena (R$ 147, foto); em Rueda, o Verdejo El Gordo del Circo (R$ 138); em Rioja, o elegantérrimo Tempranillo Invisible Man (R$ 138, foto); no badalado Priorato, o Garnacha Maquinon (R$ 174); em Jumilla, o encorpadíssimo Monastrell Macho Man (R$ 138); e em Ribera del Duero, o Tinta Fina Alexander Vs. The Ham Factory (217). Há ainda vinhos de Bierzo e Valdeorras, que não chegam ao Brasil. 

Ficou com água na boca?

“Nossa proposta é mostrar os sabores do nosso país, promover uma viagem pela Espanha”, diz o fundador e diretor de enologia José Luis Gómez.

Segundo ele, são a comunicação e a forma de entender o vinho que marcam a identidade da vinícola, e não a busca por um sabor comum. “Tomar as mesmas decisões em Bierzo e em La Rioja seria um erro, cada região tem sua idiossincrasia. Forçar um estilo em comum seria um equívoco.”

No final, o que a Casa Rojo conseguiu foi uma aula sobre a Espanha. Para os interessados em matricular-se num curso intensivo, há uma maleta com cinco rótulos à venda por R$ 764.

Ficou com água na boca?