Paladar

Comida

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Alimentando o corpo e a alma

Por Paula Moura

27 setembro 2015 | 22:55 por redacaopaladar

Procurando se sentir menos cansada e mais bem disposta, Carla Pernambuco, chef do Carlota, voltou às raízes gaúchas. Passou dez dias em Gramado (RS) em um hotel com gastronomia desenvolvida por nutricionistas, mas com um toque de chef. Ela conta que também retomou os primórdios de quando começou a cozinhar, aos 18 anos, e vendia granola e torta de ricota em um bar alternativo em Porto Alegre. “Eu era natureba”, brinca.

FOTOS: Gui Gomes/Estadão

Daí surgiu a inspiração para fazer as receitas que ensinou em sua aula Comida de Corpo e Alma, no 9.º Paladar Cozinha do Brasil, neste domingo. Comer menos e com mais qualidade é a lição principal. Carla montou um cardápio de um dia inteiro. Na manhã, um suco de beterraba com cenoura, maçã e gengibre, que ela garante trazer muito bem-estar para seu dia a dia desde que começou a tomá-lo há 90 dias. O sabor agradou até mesmo os mais receosos na aula. “As pessoas põe na cabeça que comida de dieta tem que ser ruim, não pode ser temperada, não pode ser saborosa, quero mostrar que não é assim”, diz. Junto com o suco, ela sugere uma panqueca de banana com mirtilo e um fio de mel.

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Ela lembra que refeição vem de “refazer” e restaurante de “restaurar”. “A comida atende algumas necessidades biológicas, levando em conta algo que vai além do corpo denso e palpável, mas também sentidos e sentimentos”, escreveu em seu texto de apresentação das receitas.“Podemos usar ingredientes menos calóricos e comer com mais gosto, nós não temos o hábito de usar especiarias, por exemplo. Só usamos cebolinha e salsinha, mas podemos trazer sabor com tomilho, coentro, sálvia, hortelã. Podemos trocar o açúcar por mel ou agave e acrescentar damasco, que tem poucas calorias”, sugere.

Para o almoço, um prato queridinho da chef e que faz parte de seu cardápio desde o início do Carlota: sobrecoxa com uma galette de quinoa com shimeji e aspargo. “Estou explorando ingredientes que pessoas não exploram direito, como tofu, que tem muita resistência, e a quinoa, que é mais usada, mas não com muita variedade”. Com tofu ela fez um pão 100% integral com linhaça, patê de tofu e salsa com picles de pepino. E se engana quem pensa que não teve sobremesa: compota de peras e damascos servida com naco de queijo de cabra brasileiro e sagu de coco com kiwi fresco.

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