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Bella Masano e Cauê Tessuto ensinam a valorizar peixes não usuais

21 setembro 2014 | 19:17 por mariliamiragaia

FOTOS: Gui Gomes/Estadão

Foi uma atividade prática recheada de muito conteúdo. A conversa à beira do fogão não ficou somente nas receitas: tratou também da sustentabilidade do pescado consumido no Brasil. Assim surgiu o tema da “mistura”, como é conhecidO o conjunto de peixes e outros animais capturados na pesca de arrastão e normalmente desprezados por não chegarem ao navio em grande quantidade ou por não terem bom valor de mercado.

Ficou com água na boca?

“Às vezes, compramos um atum, um peixe nobre, mas que chega ao restaurante com a carne mole, porque sua carne recebeu pancadas durante o transporte”, explicou Bella. Os alunos se alternaram no preparo de duas receitas: congrio servido com vôngole e kokotxa (bochecha) de tamboril com pupunha e banana.

As duas receitas, segundo Tessuto, foram preparadas com peixes (congrio e tamboril), que podem estar na mistura.

O chef lembrou ainda que a mistura, em casos menos frequentes, pode vir também de pequenos pescadores. Neste caso, é formada por peixes que não são capturados em número suficiente para preencher as caixas vendidas nos distribuidores. “Formam, então, uma composição variada de melhor qualidade”.

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