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Comida

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Crônicas de comer

O escritor Luis Fernando Verissimo (Foto: Tiago Queiroz/AE)

31 julho 2011 | 18:52 por janainafidalgo

por José Orenstein

Gourmet amador confesso, Luis Fernando Verissimo tem páginas e páginas escritas nas quais narra os pequenos e grandes prazeres de um bom prato. No Paladar – Cozinha do Brasil (onde foi visto em várias aulas e palestras), leu algumas daquelas páginas para um público faminto por boas histórias – e que devolveu as palavras do escritor com fartas risadas.

Teve a crônica sobre o ovo frito, que agora foi liberado pelos médicos – o que faz com que Verissimo espere a notícia de que o bacon limpe as artérias. Teve também a catilinária contra o bufê, mas com descrições precisas e preciosas das melhores estratégias de ataque às cascatas de camarão. A cada leitura, na voz mansa do escritor gaúcho, aplausos da plateia.

Aqui e ali, Verissimo revelou particularidades quando o assunto é comida. Sua cozinha preferida é a clássica francesa. E na sua casa, para a “desmoralização completa do gaúcho”, quem faz o churrasco é a sua mulher, Lúcia, que “além de tudo é carioca”. Sobre a querida comida da terra de De Gaulle, Verissimo leu duas crônicas saborosas – uma sobre queijos e outra sobre uma visita ao estrelado restaurante Frères Troisgros, em Rouanne. Foi lá, conta, que, ao fim de uma ansiada refeição, quase propôs ao cachorro do estabelecimento que voltasse em seu lugar no avião para Porto Alegre.

Ficou com água na boca?

O autor leu uma ode à sopa – que “representa uma volta à nossa origem borbulhante” -, e lembrou as ressacas da juventude, que hoje parecem não mais acometer as pessoas, já escoladas no Engov. Cuba libre, gim, Martini doce, vinho, cachaça, licor de ovos, conhaque… Para cada bebida um tipo de ressaca.

As espumas de Ferran Adrià, para Verissimo, ficam no terreno da frescura. É da comida simples que o escritor gosta, fato que se comprova com a história que contou sobre a vez em que trocou o novíssimo carrinho que acabara de ganhar, aos cinco anos de idade, por um balaio de pastéis de um menino que passava na rua.

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Ficou com água na boca?