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Italianos querem que pizza napolitana seja patrimônio da humanidade

Entrada na lista pode ajudar a garantir que pizzas de todo o mundo sejam preparadas com produtos de origem italiana

21 outubro 2014 | 15:24 por redacaopaladar

O embaixador e secretário-geral da Unesco na Itália, Lúcio Alberto Savoia, recebeu um abaixo assinado com cerca de 30 mil assinaturas que pedem o reconhecimento da pizza napolitana como patrimônio da humanidade. Promovida por Alfonso Scanio, ex-ministro de Agricultura e Meio Ambiente, a reivindicação surgiu em setembro com uma petição publicada na página change.org, colhendo rapidamente o apoio de milhares de pessoas. “Queremos que a pizza seja reconhecida como patrimônio da humanidade porque constitui uma parte elementar do ‘Made in Italy’ e da cultura deste país”, explicou Scanio.

O ex-ministro justificou a necessidade de reconhecer a “arte de preparo da pizza napolitana”, pois trata-se de “um grande saber com mais de 200 anos de antiguidade”. A cada ano, a comissão nacional da Unesco apresenta uma lista de bens imateriais que concorrem para se transformar em patrimônio da humanidade. Caso conquiste esse reconhecimento, a receita se unirá a outros bens imateriais italianos já catalogados, como as obras de marionetes sicilianas, a música dos cantores sardos, a arte do violino de Cremona e os passos das procissões religiosas. Scanio destacou que a possível vitória ajudará a garantir que as pizzas de todo o mundo sejam preparadas com produtos de origem italiana.

FOTO: Divulgação

Em dezembro de 2009, a pizza napolitana foi reconhecida pela União Europeia (UE) como uma Especialidade Tradicional Garantida (ETG). A certidão não faz referência à origem do produto, mas destaca um modo de produção tradicional. A pizza napolitana, segundo a UE, deve apresentar um diâmetro de no máximo 35 centímetros e a massa deve pesar entre 180 e 250 gramas. Ela deve ser assada a 484° C para chegar a uma consistência suave e elástica. A espessura na parte central não deve ter mais do que 0,4 centímetros, e as bordas, douradas, no máximo 1 a 2 centímetros.

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O evento serviu também para o presidente da Associação de Pizzaiolos de Nápoles, Sergio Miccù, reivindicar a necessidade da elaboração da pizza em escolas de formação. “Os pizzaiolos serão os embaixadores desta arte no mundo todo”. Os promotores da iniciativa percorrem a Itália nas próximas semanas para conquistar apoios.

/ EFE

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