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'Jerusalém', de Ottolenghi: dá vontade de fazer tudo, provar tudo

COMENTÁRIO

22 outubro 2014 | 20:08 por patriciaferraz

Sou fã de Yotam Ottolenghi e coleciono seus livros (já recebi meu exemplar de Plenty More, que foi lançado este mês e eu havia comprado em pré-venda pela Amazon no começo do ano). Mas, até pouco tempo atrás, eu não tinha o Jerusalem (o original em inglês). Tinha impressão de que era apenas um livro de cozinha judaica, que conheço pouco. E ele acabou passando batido até o dia em que o vi sobre a mesa da sala na casa de uma amiga querida e comecei a folhear. Jerusalém é emocionante, cheio de história, fala de diferentes tradições de maneira generosa, tem lindas fotos e cada receita…

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Ficou com água na boca?

Fiquei tão fascinada que, na hora de ir embora, minha amiga me fez levar o livro. E fui logo colando post-its em todas as receitas que queria preparar: purê de beterraba com iogurte e zaatar; berinjela tostada com alho, limão e sementes de romã; arroz basmati e arroz selvagem com grão-de-bico, groselha e ervas; arroz-doce com cardamomo, pistache e água de rosas. A foto do quibe aberto (ao lado) dava água na boca, com tahine, pinoles, sumagre…. Me lembrei de que Ottolenghi disse numa entrevista que se orgulhava de ter popularizado o sumagre no Ocidente e saí para comprar o tempero em pó cor de tijolo, de agradável sabor frutado e adstringente, feito com um fruto que cresce no Oriente Médio e na Itália. Jerusalém é assim, dá vontade de fazer tudo, provar tudo. A aposta do selo Panelinha em traduzi-lo não poderia ter sido mais acertada. Aguardo os próximos títulos em português!

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 23/10/2014

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