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O brie autêntico dos Mendes

Por Marília Miragaia

04 setembro 2014 | 01:00 por redacaopaladar

O brie que Juliano Mendes e seu irmão Bruno querem vender não é aquele “branquinho, sem aroma e duro”, que se vê normalmente por aí. O queijo deles, dizem os irmãos, tem interior cremoso, aroma e gosto intenso. E deverá estar em linha de produção, se tudo der certo, no começo do ano que vem.

FOTO: Angelo Virgilio/Divulgação

Será fabricado na Pomerode, tradicional fábrica de laticínios em Blumenau, que os irmãos compraram há um ano.

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Os dois são conhecidos por lançar, em 2002, a Eisenbahn, pioneira entre as cervejarias artesanais, que ajudou a revolucionar o cenário nacional.

Agora, Juliano acha que os queijos podem passar por uma reviravolta parecida. “Quando começamos, diziam que brasileiro só gostava de cerveja leve. Mas a gente começou a conquistar mercado com outros estilos. Os queijos não estão tão atrasados, mas ainda faltam produtos autênticos. É a bola da vez”, diz.

Burocracia

Quando submeteram seu projeto ao Ministério da Agricultura, a ideia era produzir queijos de mofo branco (caso do brie) e queijos de casca lavada (como o limburger).

Mas a resposta do órgão foi negativa e o projeto teve de ser remodelado. Isso porque no Brasil, segundo os irmãos Mendes, a mesma linha de produção não pode trabalhar com os dois tipos de queijo ao mesmo tempo. “Pelas limitações impostas pela legislação, a gente teve que cortar asas. Não imaginávamos que seria assim”, conta Juliano.

Antes de pensar nos queijos que iriam desenvolver, os irmãos fizeram um curso em Vermont, polo de queijos artesanais nos EUA, e uma viagem de pesquisa à Suíça. Desse mesmo país é a origem do mestre queijeiro que contrataram para dar consultoria à produção.

Além do brie, a fábrica deverá produzir também tomme vaudoise, mais macio, com mais umidade e mais cremoso que o brie. Outras variedades ainda estão sendo estudadas. Antes de começar a produção, porém, a Vermont, nome que batiza a linha de queijos artesanais do laticínio, ainda precisa receber autorização final do Ministério da Agricultura.

Novidades à parte, a Pomerode continua a produzir o Kraeuterkaese, tradicional receita de pasta de queijo fundido vendida em tubo.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 4/9/2014

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