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Comida

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O gigante amazônico

O pirarucu trazido por Thiago Castanho para sua aula (Foto: Janaina Fidalgo)

31 julho 2011 | 21:53 por janainafidalgo

Por Daniel Telles Marques

A didática da apresentação dos irmãos Thiago e Felipe Castanho, chefs do Remanso do Peixe, em Belém do Pará, estava carregada de um leve tom crítico na última aula do Paladar – Cozinha do Brasil. Antes de se apropriar de ingredientes é preciso entender como eles são consumidos na sua região nativa. “Lá no Pará se come pirarucu diferente daqui em São Paulo”, explicou Thiago, antes da entrada do imenso exemplar de peixe carregado por dois bombeiros para chegar na sala. “Lá no Pará a gente consome ele seco.”

Seguido por um vídeo sobre a produção do peixe, Thiago aproveitou para dizer da importância de mostrar como o peixe é consumido na região. Da pesca à salga. Reforçou os costumes locais e porque eles foram adotados. “O turista quando experimenta o peixe freco, acha muito forte. A gente salga para diminuir a pitiú (expressão paraense para ranço do peixe)”, explicou o chef.

Consciente da importância do peixe na região, chamou ao palco um dos produtores locais. Mostrou a versatilidade do bicho na cozinha, usando o couro para fazer torresmos, salgados com sal de abiú (espécie de camarão de água doce, que seca com sal para temperar pratos da região).

Por fim, serviu pirarucu defumado, feito a partir do peixe-seco.

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