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Comida

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Os ingredientes selvagens da cozinha mapuche

O chef chileno Rodolfo Guzmán (Marco Pomarico/AE)

30 julho 2011 | 21:46 por janainafidalgo

Por Nana Tucci

Rodolfo Guzmán trouxe como principais representantes de sua moderna e selvagem cozinha mapuche uma semente chamada acasia caven e o extrato de uma fruta com o nome de maqui.

O primeiro ingrediente chegou na forma de um pó torrado com sabor que lembra café e foi usado na receita de uma sobremesa preparada na hora com nitrogênio líquido. O extrato de maqui, “uma fruta minúscula que deixa na boca a presença de um vinho tinto”, foi para a panela com uma carne de avestruz, servida com pétalas de calêndula, “uma flor bastante amarga com uma personalidade muito forte”. Tudo ao som de uma música assobiada no estilo de Peter, Bjorn and John.

Guzmán ainda explorou o cupuaçu, submetendo a fruta brasileira à mesma técnica usada para fazer a sobremesa com a semente – bastou uma leve pressão do garfo para o cupuaçu explodir, soltando um untuoso creme amarelado que deixou a plateia surpresa (ouviu-se uma série de “ó″).

Ficou com água na boca?

Guzmán falou sobre seu trabalho com a cozinha indígena mapuche: “Nós não cozinhamos nada que venha de fora, mesmo que para isso a comida tenha de viajar 2 mil quilômetros – é a distância de Santiago do Chile, onde fica seu restaurante, o Boragó, até a ilha Juan Fernandes, de onde vêm grande parte dos ingredientes. Coisas de um discípulo de seu entorno.

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