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Mercado de Pinheiros ganha pizzaria ao estilo napolitano

Napoli Centrale serve pizza para se comer sem talher - dobrada ao meio, entregue em papel pardo; ainda tem pizza frita, porções e cerveja própria para refeição boa, rápida e barata

15 junho 2016 | 17:16 por Ana Paula Boni

Depois dos ceviches de Checho González e dos bocados nordestinos de Rodrigo Oliveira, a “praça de alimentação” do Mercado de Pinheiros, no piso superior, ganha mais uma atração de comida boa, rápida, a preço justo e sem frescura. É a pizzaria Napoli Centrale, que abriu nesta quarta-feira servindo tudo sem talheres – não é pizza em pedaço, mas aquelas individuais dobradas num papel pardo, para se comer com as mãos.

No comprido balcão vermelho, colado à Comedoria González, o cliente paga e pega seu pedido, podendo se sentar numa das mesas altas do corredor.

Para tentar mudar essa mania de paulistano de só comer pizza à noite e, de preferência, aos domingos, os donos foram a Nápoles pesquisar a comida de rua italiana – que, aliás, combina com a atual fase do mercado. No menu, ainda tem pizza frita e porções em cones (arancini, bolinho de polenta, croqueta de maminha na cerveja etc.).

Pizza margherita da Napoli Centrale pronta para ser dobrada

Pizza margherita da Napoli Centrale pronta para ser dobrada Foto: Felipe Rau|Estadão

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A dupla à frente da novidade é o gaúcho Marcos Livi – dono dos bares Quintana e Veríssimo e que, no mercado, mantém o box dos Pampas em parceria com o Instituto Atá – e Gil Guimarães, dono da pizzaria Baco, em Brasília, que também segue as regras da Associazione Verace Pizza Napoletana (AVPN).

Fundada na década de 1980, em Nápoles, a associação certifica pizzarias que servem a verdadeira pizza napolitana, que tem a farinha, o tomate, o formato do disco (de borda alta) e os recheios determinados. O forno, trazido da Itália, é um dos poucos no mundo que funcionam a gás, em vez de lenha, e são certificados pela associação.

Nele, em até 90 segundos a pizza está pronta – e o resultado é uma massa leve, cheirosa e elástica, fermentada por 24 horas. São cinco sabores fixos e um “do mês”, que custam R$ 15 (como margherita), R$ 20 (calabresa), R$ 25 (salame, com embutido de produtor artesanal gaúcho) ou R$ 30 (a do mês, com a estreia de presunto cru). A ideia de usar produtos de pequenos produtores combina com o trabalho que Livi e Gil já fazem nas outras casas – Gil, inclusive, é filiado ao Slow Food. 

No comprido balcão vermelho, o cliente pede, paga e leva

No comprido balcão vermelho, o cliente pede, paga e leva Foto: Felipe Rau|Estadão

Ainda há três pizzas fritas, de R$ 15 a R$ 18 (mergulhadas no óleo depois de fechadas como um calzone) e pelo menos cinco porções (R$ 8 a R$ 20). Uma das atrações é o tórtano, pão com banha de porco, pancetta, linguiça, provolone, ovo e parmesão. Para acompanhar, em poucos dias chegará a cerveja Porco Louco, rótulo feito em parceria com a cervejaria Bierbaum e cuja long neck custará R$ 12 – a taça de vinho não deve passar de R$ 15, eles prometem.

SERVIÇO

Napoli Centrale

Mercado de Pinheiros. R. Pedro Cristi, 89, piso superior, Pinheiros

Horário de funcionamento: 8h/18h (fecha dom.)

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