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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

No Ordinário, o almoço não é nada ordinário

O chef Gustavo Reis sai todos as manhãs atrás dos ingredientes para o almoço. O cardápio nunca se repete, mas o preço é sempre R$ 33

07 março 2018 | 21:11 por Renata Mesquita

POR AÍ - DICAS DA EQUIPE DO PALADAR

A ideia de que se pode comer em restaurantes todos os dias não apenas em ocasiões especiais se tornou realidade graças aos chefs que apostam no simples. Gustavo Reis, chef e proprietário do Ordinário, faz disso seu lema desde a inauguração da casa em 2015. O nome, Ordinário, traduz o simples e cotidiano que permeia a comida e o ambiente. E aí vai um aviso: de ordinário (no sentido pejorativo), o lugar não tem nada. 

Num sobrado discreto, instalado fora do roteiro Centro-Pinheiros, na Vila Mariana, Reis abre sua casa apenas na hora do almoço, de terça a sábado. Não há cardápio fixo nem conceito predefinido. Não tem nacionalidade, não é contemporâneo, é comida bem feita, com bons ingredientes. O chef decide de manhã o que vai servir a cada dia, conforme o que encontra no mercado, que pode ser o Ceasa ou o supermercado, a depender do dia. 

Do dia. Agulhinha com salada de brotos e aioli de pistache

Do dia. Agulhinha com salada de brotos e aioli de pistache Foto: Rafael Arbex|Estadão

Ficou com água na boca?

Há apenas uma opção de entrada e um prato principal, anunciados em uma folha colada no muro do lado de fora da casa. Com porções bem servidas, os pratos custam R$ 33 e as entradas, R$ 24. 

Exemplos? Um dia o prato pode ser filé de olhete grelhado servido com creme de batata com alho-poró, berinjela gratinada (com ótimo molho de tomate) e farofa de quiabo (foto). No outro, arroz cítrico com camarões e acelga chinesa, e ainda bahn pho, macarrão vietnamita com carne suína e vegetais. Nada fixo.

No almoço de sábado, o cardápio ganha mais opções, são três entradas e três principais, e os preços podem variar um pouco, mas as entradas não passam de R$ 29 e os principais, de R$ 39.

A carta de vinhos também recebe atenção, assinada por Julia Rezende, mulher de Reis, que é sommelière e responsável pelo salão. 

O ambiente é acolhedor e tem área externa além do salão, feito no maior capricho pelo próprio dono da casa com um ajudante – reforma que levou três anos e teve derrubada de paredes, colocação de laje e a solda de ferros da estrutura, entre outras mudanças. 

Fachada da casa, que foi reformada, ao longo de três anos, pelo próprio chef.

Fachada da casa, que foi reformada, ao longo de três anos, pelo próprio chef. Foto: Rafael Arbex|Estadão

SERVIÇO

ORDINÁRIO

R. Cap. Macedo, 364, Vila Clementino

Tel: 4329-6606

Horário de funcionamento: 12h/15h30 (fecha dom. e seg.)

Ficou com água na boca?