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Restaurantes e Bares

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Novidades do ano do Guia Michelin, Tuju e Oro ganham 2 estrelas

Divulgada nesta segunda (7), quarta edição do prestigioso guia francês Michelin avalia casas de São Paulo e Rio com estrelas; nenhuma, no entanto, é agraciada com três estrelas, a cotação máxima

07 maio 2018 | 21:14 por Redação Paladar

Após três edições mantendo apenas o restaurante D.O.M., do chef Alex Atala, na categoria duas estrelas, o prestigioso guia francês Michelin alçou outras duas casas ao mesmo patamar: o Oro, do Rio, e o Tuju, de São Paulo. A quarta edição do guia, que avalia endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi divulgada na noite desta segunda-feira (7), no Hotel Unique, em São Paulo, em festa que contou com a nata da gastronomia nacional, acompanhada de perto pelo Paladar. Não há, até hoje, no entanto, nenhum restaurante do País avaliado com a cotação máxima, de três estrelas.

O Tuju, aberto há apenas quatro anos pelo chef Ivan Ralston, detinha uma estrela desde 2015, quando o guia chegou ao País. De forte acento contemporâneo, serve apenas menu-degustação, tanto no almoço quanto no jantar, com foco no trabalho realizado por Ivan e sua equipe com produtores de várias partes do País. Desde o ano passado, o chef passou a trabalhar os ingredientes de forma sazonal, criando menus de acordo com a estação do ano.

Chefs das casas premiadas com duas estrelas, Alex Atala (abaixado à esq.), ao lado do carioca Felipe Bronze e, atrás de Felipe, de pé, o chef Ivan Ralston (Tuju)

Chefs das casas premiadas com duas estrelas, Alex Atala (abaixado à esq.), ao lado do carioca Felipe Bronze e, atrás de Felipe, de pé, o chef Ivan Ralston (Tuju) Foto: Alex Silva|Estadão

No evento, visivelmente emocionado, Ivan Ralston se disse muito surpreso com a promoção de uma para duas estrelas. “Para mim, é um reconhecimento. Mas a gente está trabalhando bem para isso. Isso é a realização de um sonho”, disse ele ao Paladar.

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Já o Oro, de Felipe Bronze, entrou para o guia com uma estrela em 2015, saiu em 2016 e voltou no ano passado. Tudo isso graças a uma repaginação que o chef e apresentador fez em seu restaurante, tanto de espaço (com novo endereço) quanto de conceito. Agora, o foco é a brasa, presente em uma parrilla, um yakitori japonês e um forno de carvão.

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À reportagem, Bronze disse que achava que estava mais para perder a estrela do que para ganhar outra. Quando viu que não foi mantido na lista de uma estrela, ficou nervoso, antes de ser anunciado como duas estrelas. “Estou muito feliz, muito surpreso. Mas acho que tenho o melhor time do mundo. Minha mulher, Cecília, acorda e vai dormir pensando no Oro.”

Desde 2015, o Michelin envia inspetores estrangeiros para visitar anonimamente as casas, seguindo os critérios de avaliação usados nos outros 28 países onde circula a publicação: qualidade dos produtos, técnicas de preparo, harmonia dos sabores, personalidade e regularidade da cozinha. Na América Latina, o Brasil é o único País contemplado pelo Michelin.

Do menu de outono do Tuju, torta de tupinambo com pasta de yuzu

Do menu de outono do Tuju, torta de tupinambo com pasta de yuzu Foto: Nilton Fukuda|Estadão

Entre os endereços de São Paulo com uma estrela, entraram para o time o japonês Ryo (de Edson Yamashita) e o Tangará (de menu assinado por Jean-Georges Vongerichten), que fazem companhia a casas como Maní (da chef Helena Rizzo) e Jun Sakamoto (do sushiman de mesmo nome). Foi também mantida uma estrela do Tête-à-Tête, mas a casa anunciou o fechamento do imóvel dos Jardins no começo deste ano.

O chef Rodrigo Oliveira, que viu mantida sua estrela do Esquina Mocotó, acha legal ter mais casas com duas estrelas, mas disse que há uma injustiça do Michelin com endereços como o Tordesilhas, que não figura entre os estrelados (está na lista Bib Gourmand). "Será que eles não entendem o Tordesilhas?" Questionada, a chef Mara Salles, do Tordesilhas, disse que ouviu colegas falarem algumas vezes no evento que sua casa sofre injustiça e afirmou que, "no fundo, me sinto injustiçada, sim."

Entre os restaurantes cariocas premiados com uma estrela, apenas o Laguiole, que fica no MAM do Rio de Janeiro, e o Eleven (que fechou) deixaram a lista. Não houve nenhuma inclusão. Foram mantidos o Lasai (de Rafael Costa e Silva), o Mee (de Kazuo Harada) e o Olympe (de Thomas Troisgros).

Chefs de casas com uma estrela, como Helena Rizzo (Maní), Rodrigo Oliveira (Esquina Mocotó), Thomas Troisgros (Olympe) E Rafa Costa e Silva (Lasai)

Chefs de casas com uma estrela, como Helena Rizzo (Maní), Rodrigo Oliveira (Esquina Mocotó), Thomas Troisgros (Olympe) E Rafa Costa e Silva (Lasai) Foto: Alex Silva|Estadão

Na categoria Bib Gourmand, dos restaurantes mais informais com bons preços, São Paulo viu quatro casas entrarem para a lista: Bio (aberto por Alex Atala no Itaim Bibi), Fitó (da cearense Cafira Foz, em Pinheiros), Petí Panamericana (parceria de Victor Dimitrow com a escola de artes Panamericana) e Piccolo (do chef Marcelo Laskani, versão mais informal do italiano Più, que também é Bib Gourmand). O Piccolo, inclusive, promete filial no shopping Iguatemi para outubro, no espaço onde funcionava o America.

Além desses, saíram da lista o Bona (em Pinheiros) e o Miya (que fechou). Com isso, a capital paulista tem 25 restaurantes Bib Gourmand, como o Tanit. Para o chef Oscar Bosch, a grande façanha do Tanit não é ganhar estrela, mas seguir com clientes. "Só de manter aberto o restaurante nessa fase atual do País, já é incrível. E o Bib Gourmand é perfeito para o nosso estilo." 

No Rio, não houve nenhuma inclusão Bib Gourmand, mas saíram da lista o Entretapas e o Gurumê, restando oito casas no guia atual.

Salão do Oro, do chef Felipe Bronze, no Rio

Salão do Oro, do chef Felipe Bronze, no Rio Foto: Tomás Rangel

OS ESTRELADOS

DUAS ESTRELAS

São Paulo 

D.O.M. (Alex Atala)

Tuju (Ivan Ralston) 

 

Rio de Janeiro

Oro (Felipe Bronze)

Do Maní, banana caiçara com farinha d’água, edamame e caldo de peixe

Do Maní, banana caiçara com farinha d’água, edamame e caldo de peixe Foto: Roberto Seba

 

UMA ESTRELA

São Paulo 

Dalva e Dito (Alex Atala e Elton Júnior) 

Esquina Mocotó (Rodrigo Oliveira)

Fasano (Luca Gozzani) 

Huto (Fábio Honda)

Jun Sakamoto (Jun Sakamoto)

Kan Suke (Egashira Keisuke)

Kinoshita (Satoshi Kaneko)

Kosushi (George Koshoji) 

Maní (Helena Rizzo)

Picchi (Pier Paolo Picchi)

Ryo (Edson Yamashita) - nova entrada

Tangará (Jean-Georges Vongerichten) - nova entrada

Tête à Tête (Gabriel Matteuzzi e Guilherme Vinha) 

 

Rio de Janeiro 

Lasai (Rafael Costa e Silva)

Mee (Kazuo Harada)

Olympe (Thomas Troisgros)

Prato do Fitó, de Cafira Foz, que entrou para o guia como Bib Gourmand

Prato do Fitó, de Cafira Foz, que entrou para o guia como Bib Gourmand Foto: Codo Meletti|Estadão

CATEGORIA BIB GOURMAND

São Paulo 

Antonietta 

Arturito

Le Bife 

Bio - nova entrada

Bistrot de Paris

Brasserie Victória 

A Casa do Porco 

Casa Santo Antônio 

Ecully 

Fitó - nova entrada

Jiquitaia

Manioca 

Mimo 

Mocotó

Niaya 

La Peruana

Petí 

Petí Panamericana - nova entrada

Piccolo - nova entrada

Più 

Tanit 

Tartar & Co 

TonTon

Tordesilhas 

Zena Caffè 

 

Rio de Janeiro 

Artigiano 

Bottega del Vino

Lima Restobar 

Miam Miam 

Oui Oui

Pomodorino 

Restô Rio 

Riso Bistrô 

 

/Colaboraram Ana Paula Boni, Laíssa Barros, Matheus Prado, Patrícia Ferraz e Renata Mesquita

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