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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Ter um food truck exige muita pesquisa, paciência e preparo físico

20 setembro 2014 | 22:17 por redacaopaladar

Por Thaís Albieri

“Vamos fazer e pronto”, diz Márcio Silva em um filme exibido no início da aula “Pensando em ter um food truck?”. Esse fazer é o que move ele e seu sócio no Buzina, Jorge Gonzalez. O food truck da dupla percorre as ruas de São Paulo ao som de hip hop. “A música dita o ritmo e alimenta as pessoas”, diz Márcio.

O negócio começou com o planejamento de um ano e meio e ganhou as ruas na primeira semana de dezembro de 2013, para atender poucas pessoas e colocar a ideia em teste. Dois meses depois, os empreendedores viraram notícia, apareceram na TV, ganharam a atenção dos críticos e já acumulam 30 mil seguidores nas redes sociais. Agora, se preparam para estrelar, no próximo ano, um programa em um canal da TV paga. “A gente não entende direito o que aconteceu, mas prefere continuar cozinhando e deixar para entender depois”, diz Márcio.

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Para fazer o projeto acontecer, os sócios apostaram na combinação de serviço eficiente, preço justo e boa qualidade da comida. “Tudo é feito com a maior responsabilidade, porque a comida é o cordão umbilical das pessoas, é o que une todos”, afirmou Márcio, falando em nome da dupla, já que Gonzalez não pôde comparecer ao evento. E foi nesse espírito de união que ele deu importantes dicas para quem quer empreender e ter um food truck.

FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

Serviço: : o caminhão tem de ser limpo, chamar a atenção e transmitir uma mensagem. “É importante dar sua a cara para o negócio”.

Preço: deve ser justo, compatível com o que se oferece. “A grande dificuldade é colocar preço nos pratos, já que não temos garçom, toalha, louça.”

Comida: não alimentar as expectativas das pessoas, já que “ninguém espera muito de comida de rua”, é o primeiro passo para que se tenha a liberdade de testar, errar, aprender. Usar produtos de qualidade, sobretudo, nacionais e orgânicos. “Afinal, é comida de rua e a expectativa das pessoas é diferente da de um restaurante.”

Perspectivas: o mercado é promissor, mas exige muita pesquisa, leitura e inúmeras visitas a fábricas.

Criatividade: é fundamental. “É importante perceber quais são as suas necessidades e criar a partir delas”.

Divulgação: é fundamental apostar nas redes sociais, já que elas aproximam o público dos donos do negócio.

Burocracia: é importante ter um advogado para resolver as questões burocráticas.

O empresário destacou ainda que o investimento é alto e o retorno pode demorar e que é preciso estar preparado para fazer muita força, para montar e desmontar mesas, cadeiras e outras parafernálias. E o mais importante: adorar o que faz e agradecer a cada uma das pessoas que chega à sua janela.

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