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Pequenos bares, grandes experiências

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Pequenos bares, grandes experiências

Conheça três bares pequenos de espaço, mas que entregam a melhor experiência

15 de fevereiro de 2020 | 06h00 por Gilberto Amendola

Os melhores perfumes estão nos blá blá blá. Noves fora todos os clichês sobre o tema, preciso admitir que, quando o assunto é bar, sou adepto dos espaços mais acanhados. Gosto daquele tipo de bar em que você consegue mapear todo mundo que está nele, bares em que você consegue ouvir a conversa do vizinho e participar dela (se for o caso).

Em bares menores, o atendimento costuma ser mais personalizado, menos demorado e informal. Em alguns casos, casas com esse perfil controlam até a entrada de clientes – para que ninguém se sinta dentro de uma lata de sardinha e o serviço não seja prejudicado.


Apothek, o bar de 17 m² de Ale D’Agostino. Foto: JF Diório/Estadão

 

Grandes galpões me causam desconforto. Se estão vazios, criam constrangimento e a impressão de que você está em uma churrascaria, bufê infantil ou restaurante por quilo.

Por outro lado, se estão cheios, você não consegue se acomodar direito, não consegue interagir e se sente um cliente desumanizado – sendo atendido por funcionários que poderiam estar apertando parafuso em uma linha de produção de automóvel. Os bares que conseguem combinar tamanho e serviço de qualidade precisam ser louvados (mas essa é uma conversa para outro dia).

Abaixo três bares pequenos de espaço, mas grandes no coração:

Apothek Cocktails & Co.

São 17 metros quadrados, poucas banquetas e drinques fora de série. Essa é só uma das maneiras de descrever o bar criado por Ale D’Agostino. Reconhecido como uma das melhores casas de São Paulo, tem ótimos coquetéis autorais e versões imperdíveis para negronis, old fashioneds e martinis. Bom lugar para conhecer gente bacana e interessada em coquetelaria. O Apothek vende drinques engarrafados para levar a experiência para casa. Fique ligado na programação de cursos de coquetelaria.

Onde: R Oscar Freire, 2.221; abre 2ª, 5ª, 6ª e sábado, das 19h a 1h.
Fechado durante o pré-carnaval e carnaval. Reabre em Março. 

Cava

Escondido no subsolo de um sobrado dos anos 30, no número 565 da Rua Guarará, no Jardim Paulista, o Cava Bar é pequeno, discreto e elegante. No balcão de madeira, drinques clássicos bem executados. O velho negroni e o NY Sour são boas pedidas. O lugar é legal para marcar dates de aplicativo de paquera (mas não espalhe). Tomar um trago sozinho também é bastante confortável. Em dias da semana, às vezes, rola promoções do tipo “tome um e ganhe outro”.

Onde: R. Guarará, 565, subsolo, Jardim Paulista; 4ª e 5ª, das 18h40 a 0h40; 6ª e sáb., das 18h40 às 2h.

Cava, drinques no subsolo. Foto: Marcela Arone

Trilha Cervejaria

Para quem prefere cerveja artesanal, a Trilha é uma experiência obrigatória. A produção de cerveja é realizada nos fundos do pequeno imóvel. São poucos lugares para se sentar (apenas algumas cadeiras de praia). Não raro, os clientes ficam mesmo é na calçada. Quase todos os dias, um carrinho de espetinhos estaciona na frente do bar. Em uma lousa, você vai encontrar as cervejas do dia (que mudam de tempos em tempos). Na minha última visita, experimentei a Melonrise, uma Juicy IPA; e a Coffee Time, uma stout com café.

Onde: R. Apinajés, 137, Perdizes. 17h/23h (sáb., 12h/23h; dom., 12h/22h; fecha 2ª)

Ambiente da cervejaria Trilha. Foto: JF Diório/Estadão

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