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A coquetelaria do fogo na Casa Rios e a do mar no Oguru Sushi Bar

Balcão do Giba

Drinques para fazer em casa

A coquetelaria do fogo na Casa Rios e a do mar no Oguru Sushi Bar

Balcão apresenta duas cartas de drinques que conversam com a proposta gastronômica dos restaurantes

24 de dezembro de 2021 | 13h17 por Gilberto Amendola
A primeira dica para você saber se a coquetelaria de um restaurante é confiável: os drinques conversam com a proposta gastronômica da casa?

Eu costumo ficar com o pé atrás quando o que vejo é uma lista de clássicos ou drinques autorais que não dialogam com a cozinha. No mundo ideal, aquilo que você bebe deve estar inserido na experiência de ir a um restaurante.

Por isso, é preciso reconhecer o mérito do trabalho de Arthur Peres, head bartender da Casa Rios Restaurante. O desafio de Peres foi traduzir aquela que é a principal narrativa do estabelecimento para o universo dos coquetéis: a relação do homem com o fogo.

Drinque Casa Rios Foto: Giuliana Nogueira

 

Pode parecer complicado, mas não é. A Casa Rios, dos chefs Giovanna Perrone e Rodrigo Aguiar, entrega esse conceito em pequenas surpresas, como na lula grelhada com emulsão de amendoim ou no imbatível arroz de costela no forno à lenha.

Já na coquetelaria, Peres mantém o fogo da cozinha com inteligência. Para abrir ou encerrar a noite, eu indico o “Acaso”, coquetel com gim Yvy ar, bitter vermelho da San Basile, limão cravo, xarope de romã e Angostura (R$ 39).

Para algo mais leve, mas que também conversa com os pratos na brasa ou grelhados, a pedida é o “Solar”, com espumante Bossa N1, licor Bizantino, xarope de carambola com melaço e physalis (R$42). Outra boa opção é o negroni infusionado com abacaxi (R$ 39).

Drinque Casa Rios Foto: Giuliana Nogueira

 
A Casa Rios Restaurante fica na Rua Itapura, 1327, Tatuapé.

Coquetéis no rodízio japonês
Um dos sinais de que a coquetelaria já entrou no vocabulário dos consumidores brasileiros é a facilidade de encontrar ótimas opções mesmo fora daqueles ambientes focados no consumo etílico.

A coluna visitou um premiado japonês, o Oguru Sushi & Bar. Lá, fui surpreendido ao observar o número de mesas em que casais e famílias optaram pelos coquetéis (e não sucos, cervejas, refrigerantes ou mesmo saques) para acompanhar rodadas de sushi e sashimi.
Claro, não é à toa. A proposta do Oguru é trazer o coquetel para a experiência de um rodízio tradicional. Para isso, o bar, montado logo na entrada da casa,  funciona como um cartão de visitas do que vem a seguir.
 A carta foi criada e adaptado pelo bartender Márcio Silva, apresentador do reality Bar Aberto e uma das pessoas mais influentes do mercado de bares e bebidas  no mundo (de acordo com a prestigiosa publicação Drinks International). Quem está atrás da barra do Oguru, diariamente, é o bartender Rubão Azevedo.

Drinque Oguro Foto: Mario Rodrigues

Da carta, destaque para os refrescantes que não escondem a complexidade e o sabor, como o Raich (vodca Ketel One Grapefruit & Rose, lichia, saque gaseificado, Lillet Blanc, Ramazzotti Rosato); ou o Moku Hanga (base negroni, hibiscos, cereja, mel, limão e umeboshi). Pra quem ainda busca mais leveza, a dica é um dos coquetéis que está na carta desde o dia da sua abertura, o Umami (vodca, chá branco, flor de sabugueiro, melão e alga nori).
O Oguru Sushi & Bar fica na Rua Campos Bicudo, 141, Itaim Bibi.

Notícias do universo da coquetelaria

Novas casas
São Paulo não para de abrigar novos bares de coquetelaria. A primeira unidade brasileira da rede de hotéis Rosewood, por exemplo, guarda o bar Rabo di Galo, com a head bartender Ana Paula Ulrich (R. Itapeva, 435, Bela Vista). Já no Itaim, a novidade do fim de ano é o Boato – bar comandado por Bianca Lima, campeão do World Class 2021 (R. Pedroso Alvarenga, 1135). Em breve, vamos ter posts sobre as duas casas. Aguardem!

Alma de Bistrô
O livro “Alma de Bistrô: A Trajetória do Le Jazz”,  escrito por Luiz Américo Camargo, tem ensaio fotográfico de Rômulo Fialdini e crônicas de autores (clientes) convidados, como Antônio Prata, Mariliz Pereira e outros. Além da história do Le Jazz e toda uma contextualização histórica da gastronomia francesa no País, a publicação reúne receitas dos trinta pratos mais emblemáticos da casa, como a terrine de joelho de porco.  Claro, o livro também vem com curiosidades e dicas de preparo dos coquetéis preferidos da casa. O livro pode ser comprado nas unidades do Le Jazz (a partir de janeira também nas livrarias). Preço sugerido R$ 145.

Lançamentos:
– Com olho no verão, a Famiglia Griffo acaba de lançar a  N45 & Tonic e Aureah Rose Spritz. As latinhas têm baixo teor alcóolico e podem ser compradas pelo www.lojafamigliagriffo.com.br (R$ 14,90 a unidade).

–  Parceria do bartender Marcelo Serrano (criador do moscow mule com espuma) e a Mist Drinks acabe de trazer ao mercado a Espuma de Gengibre (assinada pelo próprio Serrano) e um Mix Mule (mistura pronta para o preparo do drinque). Para mais informações, visite o perfil no Instagram @mistdrinks.

 Alô, pessoal da cerveja

Foram anunciadas as três cervejas artesanais premiadas na primeira edição do concurso “HGA Best Brazilian Craft Beer 2021” (iniciativa da Hop Growers of America – Associação dos Produtores de Lúpulo dos Estados Unidos). As premiadas:

1ª Salvador Brewing
2º UX Brew
3º Croma Beer

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