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Como envelhecer (ainda mais) o velho negroni

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Como envelhecer (ainda mais) o velho negroni

Negronis envelhecidos são cada vez mais comuns em bares e restaurantes. Aprenda como colocar o clássico para descansar no barril

15 de março de 2019 | 16h34 por Gilberto Amendola

Algo me diz que esse ano vamos falar muito de Negroni.

Eu mesmo acabei de escrever uma matéria sobre o centenário do velho amargo aqui Paladar. Se não leu, faça o favor de clicar aqui.

Na mesma matéria, dou dicas de onde tomar um bom negroni. Claro, são os lugares que eu mais frequento – o que não significa que você não irá encontrar um bom negroni em outro lugar. É difícil errar um negroni.

O clássico negroni.  FOTO: Bruno Nogueirão/Estadão

Mas o que eu trago hoje é uma modalidade cada vez mais comum de ser encontrada em bares e restaurantes: o negroni envelhecido.

Como tudo que envolve esse coquetel é facilidade, envelhecê-lo também precisa ser. A dificuldade aqui é encontrar/comprar um barril de madeira. Mas com a ajuda luxuosa do Google, você vai até encontrar quem venda online.

O meu barril é de amburana. Mas você pode encontrar de carvalho, jequitibá, bálsamo… Cada madeira vai emprestar uma característica diferente para o seu negroni.

Então, voltando, ao comprar o seu barril (que é uma ótima peça de decoração também) não se apresse em enchê-lo de bebida. Primeiro, você deve enchê-lo de água. No início, você vai notar que a água vai vazar.

Era isso que iria acontecer com o seu negroni se você colocasse a bebida logo de cara. A água, vai agir com a madeira, expandi-la, fechar os poros e garantir que não haja vazamentos. Depois, tire toda a água e deixe o barril secar por 1 ou dois dias.

Eu costumo colocar 300 ml de gim, 300 ml de vermute tinto e 300 ml de Campari no barril. Fecho direitinho e esqueço por 15 ou 20 dias. Não deixo passar disso. Depois dos 20 dias, eu tiro o negroni do barril e transfiro para uma garrafa (que guardo na geladeira).

Faço isso, porque a tendência é o sabor da madeira pegar muito forte na bebida. Pode ficar exagerado. Além disso, normalmente, prefiro tomar meu negroni misturado (ou mesclado). Ou seja, o famoso 30 ml de gin, 30 ml de vermute e 30 ml de Campari sofre uma pequena mudança.

No caso do negroni envelhecido uso:
30 ml de negroni envelhecido (guardado na garrafa ou direto do barril)
20 ml de gim
20 ml de vermute tinto 20 ml de Campari

No vídeo de hoje, ponho meu negroni para descansar no barril e faço um tradicional direto no copo.

 

Notícias do mundo do coquetel

Shot 1 – O vermute brasileiro, o Virgulino Ferreira (VF), é feito de jabuticaba com ervas, botânicos e madeiras brasileiras. Ele fica perfeito em um americano ou até mesmo em negronis. Vale também experimentar com tônica. O produto é uma criação do Mauricio Maia, autor do blog O Cachacier no Paladar . Ele trabalhou ao lado da sommelière Isadora Bello Fornari e de Paulo Leite, dono do Empório Sagarana, único local em que a garrafa é vendida (R$ 75, 500 ml).

Vermute Virgulino Ferreira. FOTO: Gabriela Biló/Estadão

Shot 2 – No próximo dia 21 é o lançamento do livro A Cachaça – a paixão do lado de cá. O autor, Antônio Amaral Gomes, um português que mora em Lisboa e apresenta o mundo das cachaças aos patrícios portugueses. O lançamento vai acontecer na Rota do Acarajé, na Rua Martim Francisco, 530. https://www.instagram.com/p/BvAD69sg01X/

Shot 3 – No próximo dia 20 será lançado no Bar do Cofre o Johnnie Walker Blue Label Ghost and Rare Port Ellen. O destilado é o segundo da série Ghost and Rare que traz edições especiais elaboradas com uísques “fantasmas” e raros da reserva de Johnnie Walker Blue Label.

Bar do Cofre no Farol Santander. FOTO: Carol Gherardi

Shot 4 – O Riviera Bar lança nos próximos dias 18 e 19 uma carta de coquetéis autorais para celebrar os 100 anos do negroni. São 7 criações do mixologista Marco de Roche, entre elas estão o Florença-São Paulo (Campari, Lilet Blanc, Virgulino Ferreira e rosas) e o La Nebbiosa (Yvy Mar Gin, Campari, Carpano Clássico e névoa de carvalho). O Riviera fica na Avenida Paulista, 2584 – na Consolação.

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