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Drinques com cerveja para fazer em casa

Balcão do Giba

Drinques para fazer em casa

Drinques com cerveja para fazer em casa

O Dia Internacional da Cerveja é comemorado todos os anos na primeira sexta-feira de agosto. Confira cinco receitas de drinques bem fáceis com a bebida

02 de agosto de 2019 | 18h03 por Gilberto Amendola

Em homenagem ao Dia Internacional da Cerveja, comemorado sempre na primeira sexta-feira de agosto, vamos arriscar alguns drinques com a própria.

Não é muito minha praia, mas pode funcionar.

Fui pela simplicidade e pela facilidade de fazer em casa.

Quem, assim como eu, quiser se aventurar (pela primeira vez) na área pode começar por um clássico mexicano: a michelada.

Michelada. FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

1. Michelada

Para esse coquetel, use uma cerveja do tipo lager.

Então, vamos aos ingredientes:
1 lata de cerveja (lager)
Molho de pimenta (Tabasco)
Molho inglês ou shoyu
30 ml de suco de limão Taiti
Sal (se tiver, pode usar pimenta em pó também)
Cubos de gelo
> Passe um limão taiti na borda de um copo alto. Depois, espalhe sal pela borda do copo (também funciona com uma mistura de sal e pimenta). Em seguida, pingue algumas gotas de molho inglês e de Tabasco no copo (umas quatro gotinhas de cada já são o suficiente). Aí, coloque 4 ou cinco pedrinhas de gelo no copo. Jogue o suco de limão por cima. Para terminar, claro, complete o copo com cerveja.

Versões:
– Já tomei uma michelada sem as pedras de gelo – apenas com a cerveja gelada.
– Se tirar o molho de pimenta e o molho inglês e deixar apenas a cerveja, o limão e o sal, você fez uma “Chelada”. Fica bem gostoso também.

2. Shandy

Criado no final do século 19 na Europa, o Shandy nasceu como uma simples mistura de cerveja lager e ginger ale ou ginger beer (suco de limão, maçã e outros podem funcionar).

> Primeiro coloque em um copo alto (pode ser um pint) o refrigerante de gengibre ou o suco que você escolher. Depois, complete com a cerveja lager. Você pode fazer com medidas iguais. Rápido e refrescante.

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IT’S BIERGARTEN SEASON! 🍺😎 For this variation of a Sumer shandy, I added 1 to 2 ounces of GERMAN BÄRENJÄGER HONEY LIQUEUR to a bottle of local beer (@kcbierco brews amazing, German-style beer using the Reinheitsgebot or German purity law!). I love HEFEWEIZEN and the way the naturally occurring citrus and banana notes mingle with the honey liqueur! It’s pure perfection in combination with the Hefeweizen-battered Backfisch as well. #repost @dirndl_kitchen ⠀ #boilermaker #bärenjäger #barenjagerhoney #biergarten #radler #beergarden #shandy #hefeweizen #germanbeer #germanfood #backfisch #friedcod #beergardens #summervibes☀️ #prost #prost🍻 #kclocal #kcblogger #midwestblogger #beerbeerbeer #beerlovers

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3. Black Velvet 

Outro que não requer prática e nem tão pouco habilidade. Sirva uma taça de espumante gelada com metade de espumante e metade de cerveja stout (escura). Pronto. Pelo menos fica bonito na taça.

4. Caipirinha de cerveja

Existe? Existe. Mas tenho os meus limites. Nunca tomei. Nem fiz.

Agora, se você quiser arriscar, vai fundo.

Você pode fazer com a borda do copo o mesmo que fez com a michelada (limão e sal). Depois, faça uma caipirinha tradicional:

> Corte 1 limão ao meio e depois em fatias e coloque em um copo baixo. Adicione 2 colheres de chá açúcar (ou menos do que isso – se você for do meu time). Em seguida, macere levemente as fatias de limão com o açúcar. Complete o copo com gelo. Depois, derrame 50 ml de cachaça no copo e misture. Complete com cerveja lager.

É imperdoável, mas quem sou eu pra ficar criando regrinhas do que pode ou o que não pode.

5. Submarino

Tomei muito na época da faculdade, mas depois abandonei. Trata-se de uma turbinada clássica na cerveja.

Sou atrapalhado demais pra tentar em casa, mas acho que vocês têm mais jeito do que eu.

>Separe uma tulipa de chopp, uma caneca de cerveja e um copinho de shot. Coloque a tulipa sobre a mesa (ou qualquer superfície firme) com a boca para baixo e o copinho de shot em cima dela. Encha o copinho de shot com tequila (ou faça versões com Steinhaeger, vodca ou mesmo cachaça). Agora, você vai fazer a manobra mais arriscada. Coloque a caneca de chopp sobre o copinho de shot. Segure o conjunto com firmeza e vire tudo de uma vez (boa sorte!). Agora, o que você vai ter é um copinho de shot (com a boca para baixo) dentro da caneca de chopp. Depois, derrame gentilmente a cerveja na caneca.

 

Onde beber drinques com cerveja pela cidade 

Em São Paulo, você encontra drinques mais complexos com cerveja em diversos bares. Pergunte ao seu barman preferido. Ele vai saber te indicar alguma coisa.

No Ambar (R. Cunha Gago, 129), por exemplo, você tem toda uma carta dedicada aos drinques com cerveja.

 

No SubAstor (R. Delfina, 163, Vila Madalena) você encontra o excelente Cacau (com gim Tanqueray, mucilago, cerveja witbier e solução salina).

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Cacau da Mata Atlântica #SubAstor

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Shake and Stir

Pelo menos uma vez por mês, vamos tentar entrevistar uma figura relevante do mundo das bebidas e dos coquetéis. Jogo rápido.

A entrevista dessa edição é com o coletivo “Guest das Minas“, um projeto de valorização da mulher no mercado de bebidas e como bartender, criado por Paola Menezes, do Eugênia Bar.

O grupo, que conta com 17 participantes, tem realizado eventos trimestrais. O mais recente foi no Bar do Beco, na Vila Madalena. As respostas abaixo são de todo o coletivo (formado por: Carine Desiderá, Lidiane Luzia, Graciela Souza, Ramona Merencio, Annelise Lopes, Estella Moraes, Daniella Crisóstomo, Lais Ribeiro, Júlia Rocha, Camila Carlos, Hannah Jacomme, Bruna Sapienza, Mariana Rela, Júlia D’Alessandro, Paola Menezes, Gabriela Alves e Fatinha Afonso).

1. Como nasceu o Guest das Minas?
O Guest das Minas nasceu com a ideia da Paola Menezes do Eugênia Bar de fazer um guest com várias bartenders que estão fora da mídia, para que todas pudessem se conhecer e aprender juntas. Entretanto, foi um sucesso não esperado, e todas as envolvidas viram a necessidade de transformar a ideia em um projeto maior, com mais seriedade, mais inclusivo e com responsabilidade social.
2. O mundo da coquetelaria é machista?
O mundo da coquetelaria é machista, como em quase todas as profissões deste país, as mulheres são oprimidas. Mas para além disso, é muito masculino, tanto das pessoas que trabalham quanto as que frequentam. Por incrível que possa parecer, o bar é, muitas vezes, um lugar de opressão e assédio para as próprias clientes. As coisas estavam mudando mais lentamente até um tempo atrás. Nesse momento do nosso país, acho que a maior parte das mulheres já conseguiu entender o seu lugar de oprimida, e lutam para que isso mude rapidamente! Na coquetelaria não é diferente, existe competitividade ao extremo sim, mas o Guest das Minas é mais um dos projetos de união e luta entre as mulheres!
3. O que você tem a dizer para alguém que ainda fala em “coquetel de menina?” 
Eu ouço isso tanto de homens quanto de mulheres. É até compreensível esse pensamento, pois todos fomos criados no patriarcado. É chato discutir com os clientes. Eu perco a paciência algumas vezes (risadas), mas prefiro ter um diálogo pra pessoa entender que é um pensamento retrógrado e que não tem mais espaço. Às vezes eu simplesmente pergunto “eu não entendi, você pode me explicar melhor?!”, em uma singela tentativa de fazer a pessoa pensar antes de falar.
4. Os bares e restaurantes fazem distinção de gênero na hora de contratar? 
Sem sombra de dúvidas, AINDA fazem. Agora alguns bares até estão colocando mais mulheres nas vagas, tipo uma “cota”, para não parecerem machistas para o público, apesar de serem. Só as mulheres sabem o gosto da luta diária para combater assédio sexual, moral, preconceito, abuso de poder e muitos etc. Por isso a união é tão importante, os homens gostam de nos ver em situação de disputa, mas ficam com medo quando nos vêem unidas. E por isso também, somos cada dia mais taxadas de: louca, mal amada e sem graça. É. Parece que pra eles perder os privilégios não tem tanta graça mesmo (risadas). Nós, do Guest das Minas, priorizamos as mulheres na hora da contratação e de repassar as vagas que sabemos. A luta é constante.
5. Existe algum coquetel que represente melhor o Guest das Minas?
Não. A ideia de coquetéis autorais e cheios de personalidade, carregado de histórias pessoais e troca de conhecimentos é o que nos diferencia. Não queremos agradar o paladar de ninguém, queremos mostrar que também estamos em processo de criação, aprendizagem, estudos e treinamentos, e que temos tanta ou mais competência que os homens.

NOTÍCIAS DO MUNDO DA COQUETELARIA

Shot 1. O bartender e mixologista Márcio Silva, responsável pela coquetelaria do Guilhotina (R. Costa Carvalho, 84), está na lista das 100 personalidades mais influentes da indústria de bebidas e bares do mundo. A lista é promovida pela revista DI (Drinks Internacional), publicação dedicada aos destilados, vinhos e cervejas.  Na lista,  Silva está na 36ª posição.

Vale destacar a 16° posição do Renato Giovannoni, do Floreria Atlántico, em Buenos Aires (Argentina), a 59ª posição de Aaron Diaz, do Carnaval, em Lima (Peru); e Federico Cuco, do Verne Club, em Buenos Aires (Argentina).

O 1° lugar, a pessoa mais influente no mercado de bares, é Ryan Chetiyawardana, o Mr. Lyan, responsável pelo Cub e Lyaness, em Londres; e o Super Lyan, em Amsterdan.

 

Shot 2. O H. Gin está fechado temporariamente, mas vai reabrir no próximo dia 14 com uma carta renovada e outras novidades. O H. Gin fica na R. Min. Gastão Mesquita, 586, Pompeia.

 

Shot 3. Outra bar que está de carta nova é o Bar do Cofre (R. João Brícola, 24, Centro Histórico de São Paulo). A conferir!

 

Shot 4. Tem bar com coquetelaria novo em São Paulo. Trata-se do Térreo Bar, lá no Largo do Arouche, 77. Já tá na lista para uma visita!

Shot 5. O mercado de negronis engarrafados (pré-prontos) continua crescendo. Neste final de semana (dias 3 e 4), a Campari vai levar o seu  Negroni Ready to Enjoy para a Churrascada – evento gastronômico que acontece na R. Periperi, 62. Socorro (ingressos aqui).

Já no próximo dia 12 de agosto acontece o lançamento do Bitter&Co., negroni engarrafado feito em parceria com a Jungle Gin, no Guarita Bar ( R. Simão Álvares, 952, Pinheiros). O Bitter&Co. já pode ser encontrado nos mercados Carrefour e em breve, no Grupo Pão de Açúcar, Walmart, St. Marche e custa R$ 129,90.

 

Shot 6. Talita Simões, do Praia Bar, convida o bartender Renan Tarantino para um guest baseado em Tiki Cocktails. O encontro acontece na segunda-feira (5 de agosto) a partir das 21h. (Onde. Av. Brigadeiro Faria Lima, 272, Pinheiros).

 

Shot 7. Segunda-feira (5/8) será inaugurada a Galleria San Basile (R. Fidalga, 120, Pinheiros). Lá, o consumidor vai encontrar os 16 rótulos lançados pela destilaria, criada por Renato Chiappetta. O portfólio inclui produtos  como o Triple Sec, o Absinto, o Spiced Rum e o Limoncello. Além de novidades como o Moonshine (whiskey “branco” típico de destilarias do Sul dos Estados Unidos) e o Licor de Lúpulo – feito com lúpulo fresco cultivado nos sopés da Mantiqueira.

Preciso experimentar!

Vou destacar um coquetel (pode ser de São Paulo ou de qualquer outra parte do mundo) que eu ainda não tenha provado, mas que a foto ou a descrição tenham me feito pensar: “PRECISO EXPERIMENTAR”.

Dessa vez, vamos para Brasília. Lá, o bar de coquetel que os jornalistas (de política) estão fraquentando. Trata-se do escondido (e sem frescura) Bambambã (CLN 408, Bloco E, loja 94, Subsolo).

Esses dias, eles postaram um tal de Sevilla Marmalade (com Tanqueray flor de Sevilla, limão taiti, Angostura de laranja e geleia de pimenta). Ou seja: “PRECISO EXPERIMENTAR”.

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