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Drinques que você precisa experimentar antes da ‘carta virar’

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Drinques para fazer em casa

Drinques que você precisa experimentar antes da ‘carta virar’

Muitos bares de coquetelaria de São Paulo devem mudar seus cardápios em 2019. Confira o que pedir antes que a nova temporada chegue

11 janeiro 2019 | 17:42 por Gilberto Amendola

Amigos,

ainda estou em ritmo de início de ano.

Muitos bares de São Paulo devem “virar” seus cardápios em 2019. Por isso, decidi fazer um pequeno guia sobre o que pedir antes que as cartas mudem – sem muito critério técnico, mas totalmente baseado no meu gosto pessoal e nos bares que mais visitei no ano passado.

Às vezes, os coquetéis saem das nossas vidas como ex-namoradas. É preciso amá-los enquanto estão ao nosso alcance (Observação: apagar essa bobagem).

Portanto, se você já experimentou algumas dessas sugestões abaixo, acho que vale um último encontro, uma saideira. E se ainda não tomou, vai saber se essa é a última chance. (Vale deixar claro que não é porque o drinque está nesta lista que ele com certeza vai deixar o cardápio, mas por que correr o risco, né?)

Saúde!

Tan Tan Noodle Bar

Yoichi Soul: pisco, vermute tinto, amaro Lucano, katsoubushi, chambord, Angostura

Um dos coquetéis mais complexos da temporada. O Yoichi Soul traz o pisco para um terreno e um registro diferente. Destaque para o toque salgado das raspas de peixe seco. Entra fácil, fácil na linha dos drinques que “você precisa experimentar antes da carta virar”.

R. Fradique Coutinho, 153, Pinheiros

 

Riviera Bar

Chez Sois: gim, Jerez fino, St. Germain, vinho rosé, elixir de Chartreuse, damasco e grapefruit

A apresentação já é um diferencial desse coquetel servido em uma xícara de porcelana. Nem tão seco, nem tão floral, um drinque macio (sem abdicar da potência).

Av. Paulista, 2.584, Consolação

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Chez Sois – o “chazinho” do Bar Riviera

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Bar do Jiquitaia

Gin & It: gim, vermute tinto e bitter de gengibre

É o que eu sempre peço quando vou ao Bar do Jiquitaia. Coquetel de adulto. Simples e certeiro. Para quem curte martínis e suas variações. Espero que nunca nos abandone.

R. Antônio Carlos, 268, Consolação

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Torres gêmeas – @jiquitaia

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Sylvester Bar

Sylvester Daiquiri: rum, limão-cravo e xarope de café com tangerina

Sempre tive um pé atrás com versões do daiquiri. O clássico costuma ser bom o suficiente (e difícil de acertar) para mim. A surpresa boa é essa versão com xarope de café e tangerina criada pelo bartender Frajola. Quando estou por lá, é por esse drinque que eu inicio os meus trabalhos.

Rua Maria Carolina, 745, Jardim Paulistano

 

Guilhotina Bar

In vino veritas: rum envelhecido com especiarias, mezcal, licor de cacau com abacaxi, bitters e vinho Sauvignon Blanc

Que combinação! Um dos melhores drinques autorais dessa última leva em São Paulo. Vinho branco, mezcal e rum conversam muito bem. Da última vez que estive no Guilhotina, o coquetel (que fica pré-pronto) estava em falta. Torço para que não saia do cardápio tão cedo.

R. Costa Carvalho, 84, Pinheiros

 

Subastor

Açaí (bourbon, tequila, açaí, abacaxi, acerola, tonka) ou Café (gim, mezcal, café coado, portobello, açúcar de coco, óleo de pequi)

A experiência com biomas brasileiros do Subastor é um sucesso. A carta mais recente é uma sucessão de acertos. Nesse caso, tenho duas indicações. Meu impulso é o de recomendar o macio e arredondado Açaí (foto). Mas, na última vez que estive por lá, experimentei uma versão gaseificada desse coquetel. Não é minha praia. Prefiro a versão original. Se eu só tivesse a versão gaseificada como escolha, pediria o Café – sabor persistente e marcante (o melhor coquetel de café de 2018).

R. Delfina, 163, Vila Madalena

FOTO: Gilberto Amêndola/Estadão

 

 

Frank Bar

Improved Whiskey Cocktail: bourbon, tintura de absinto, estragão mexicano, folha de pitanga, charuto e Jerry Thomas Own Decanter Bitters

Remanescente de cartas anteriores, o Improved Whiskey Cocktail continua sendo o meu favorito no Frank Bar. Para os amantes do old-fashioned.

Hotel Maksoud Plaza – R. São Carlos do Pinhal, 424, Bela Vista

 

Guarita 

Gaelito: bourbon, Campari, vermute tinto e seco, Brasilberg, bitter de cardamono e óleo de pequi

A carta do Guarita deve ‘virar’ em breve. Torço para que o gaelito resista (pelo menos para pedidos fora do cardápio). Recomendado para os amantes de manhattan.

R. Simão Álvares, 952, Pinheiros

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Guarita (Gaelico)

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Apothek

Negroni Saccharum: cachaça envelhecida em barril de umburana, rum 8 anos e amaro

As versões de negroni do Apothek já são clássicas na cidade. Difícil de escolher entre elas, mas eu iria nessa releitura com cachaça, rum e amaro. Forte e redondo!

Rua Oscar Freire, 2.221, Pinheiros

 

Fel 

Alaska #1: gim, vinho, licor e Angostura

Dedicado aos clássicos esquecidos, o Fel tem uma carta interessante e desafiadora. Na última vez que estive por lá gostei bastante do Alaska. Para quem curte martínis. Quero voltar logo.

Copan – Av. Ipiranga, 200, República – Térreo, 69

 

Ipo Bar

Resistência: conhaque, vermute com infusão de cogumelos, ar de gengibre e shiitake grelhado na manteiga

Visitei o Ipo no final do ano passado. Na ocasião, fiquei bem impressionado com esse coquetel – que de tão robusto parece feito para comer. Boa pedida para terminar a noite. Torcida para ter vida longa no cardápio. Já demos até a receita aqui no blog.

Rua Mota Pais, 32, Lapa

FOTO: Bruno Nogueirão/Estadão

 

 

Benzina

Velho Fashion: cachaça, xarope de mel e bitters

Quando vou ao Benzina, sempre peço essa versão de uísque com mel – uma espécie de old-fashioned brasileiro.

R. Girassol, 396, Sumarezinho

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🧐

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Eugênia Café Bar

Clitorea: gim infusionado com clitorea, licor Saint Germain e limão-siciliano

A carta do Eugênia tem mudado bastante. Mas a última vez que estive por lá gostei bastante do Clitorea. Um coquetel delicado para quem prefere coisas mais leves.

R. Cônego Eugênio Leite, 953, Pinheiros

 

Cateto

Ocean Eleven: 3 tipos de uísque, vermute seco, vermute tinto, licor de conhaque e bitter

O Cateto tem passado por várias reformulações – inclusive no comando das coqueteleiras. Então, fico na torcida para ainda encontrar esse drinque potente e bem equilibrado por lá.

R. Francisco Leitão, 272, Pinheiros

 

Estepe

Jão: conhaque de alcatrão, laranja, limão e Angostura

Quem diria que eu sentiria saudade de um drinque com São João da Barra. Mas eu sinto. Tem um gostinho defumado, quase um churrasquinho. Mas é delicioso. Torcida total para não sair da carta.

Rua Cunha Cago, 588, Pinheiros

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Chazin, Jão e Batida de Jurubeba!

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EXTRAS

Espaço Zebra

Negroni Nativo: gim, campari, vermute infusionado de catuaba e sassafrás

Esse entra na lista de extras como um lembrete. Quero muito experimentar essa versão de negroni da Neli Pereira. Espero que não saia da carta esse ano.

R. Maj. Diogo, 237, Bela Vista

 

Boca de Ouro

Macunaíma: cachaça branca, xarope de açúcar, suco de limão e Fernet branca

Não, o Macunaíma não corre nenhum risco de sair do cardápio. Ele está aqui só para lembrar que você deve pedir uma cerveja gelada no balcão do Boca – acompanhada de um Macunaíma. Melhor parceria desde Roberto e Erasmo.

R. Cônego Eugênio Leite, 1.121, Pinheiros

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No melhor balcão de SP

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