Paladar

Jacobsen Vintage nº1, degustada

26 fevereiro 2009 | 16:18 por Roberto Fonseca

Nota do blog: Em tempos de novo lançamento da Carlsberg (veja o post anterior), vale lembrar como era a primeira cerveja da série. Provei-a em Florianópolis, em junho do ano passado, tento feito uma viagem de bate e volta de avião para não perder a oportunidade. Coisas de fanático por cerveja…Veja como foi:

A descrição é tentadora: uma cerveja com 10,5% de teor alcoólico, feita com três tipos de malte e quatro de lúpulo, que amadurece seis meses em barris de carvalho franceses ou suecos, da qual foram produzidas apenas 600 garrafas. Mas, como o diabo mora nos detalhes, há um porém: o preço. Criada para ser a cerveja mais cara do mundo, a Jacobsen Vintage Nº 1, uma barley wine da Dinamarca produzida pela cervejaria homônima (ligada à Carlsberg) custa US$ 400, cerca de R$ 650 (ou 2008 coroas dinamarquesas: o preço segue o ano de fabricação. A ideia é elevar uma coroa a cada ano).

É inevitável perguntar: “Vale quanto custa?” Há alguns dias, pude tirar a prova, graças ao apreciador de cervejas Cláudio Zastrow, que arrematou um exemplar da versão sueca. Diante do ineditismo do fato, a degustação atraiu outros interessados, o que forçou o grupo a uma degustação “econômica”.

Um gole, porém, já dá ideia da qualidade da cerveja. De cor castanho-escura, avermelhada, ela tem espuma bege clara, não muito duradoura. O aroma é licoroso, frutado, com caramelo e um quê de madeira, além de álcool bem perceptível. Na boca, ela mostra seu melhor. O licoroso do aroma é intenso, lembra um vinho do Porto, com notas amadeiradas, frutadas e uma sensação de defumado, além do final seco e de malte. O álcool torna a cerveja “quente” o que a deixa bastante encorpada.

E então, vale ou não? Trata-se de uma cerveja muito boa. Mas, ao contrário do preço “único”, sua qualidade se equipara à de outras produções de alto nível, com valores menores. Pesam a favor dela, o fato de que há vinhos mais caros no mercado. E ela deve tornar-se mais rara, pois pode ser envelhecida por dez anos. É aí que está a chave do valor da Jacobsen.

Ficou com água na boca?